Muito eu queria esquecer e não escrever rigorosamente mais nada sobre Guerras, porém não o consigo fazer. Pois ainda mesmo agora estou a ouvir anunciar que a Rússia, atacou a Ucrânia, esta noite durante doze horas consecutivas, lançando cerca de quinhentos drones e quarenta mísseis sobre as cidades da Ucrânia! Se com isto quedo estupefacto? Claro que sim!
E até possesso de tanta raiva que continuo a sentir e acumulando! Pelo amor de quem tanto sofre gratuitamente, todavia heroica sempre. Efetivamente com tanta heroicidade, as gentes desta Ucrânia, já estão a desenhar antecipadamente os anais da sua própria história prá posteridade! É, pois, preciso ser-se bem cruel e sádico – e efetiva e infelizmente Vladimir Putin – é-o. Com negativo efeito, este monstruoso mostro (passe-se por cima do pleonasmo) vendo-se encurralado, tanto dentro como fora da sua Rússia, pretende simplesmente matar indiscriminadamente e apenas e tão somente ‘porque sim’! Com efeito negativo, todo mundo civilizado, honesto e democrático enxerga boquiaberto a reviravolta dramática na política da federação russa, que vem agitando a estabilidade em todo o nosso planeta. Todavia, pela primeira vez em diversos anos, jornalistas russos, pagos pelo estado, e editores próximos do Kremlin – vaiem admitindo e, ao mesmo tempo, publicamente advertindo acerca da possível queda do regime do Ditador Sanguinário que vem dando pelo nome de Vladimir Putin, dizendo não à guerra e, consequentemente, evitar as sanções internacionais que levam anos a rebentar, cada vez mais, com a economia russa; prejudicando deste modo todo o povo russo no seu quotidiano, o qual se está vendo despojado de bens essenciais! Aliás, como também é o caso dos combustíveis, tanto d’origem suja como limpa, pois que, sendo um país produtor e exportador da primeira matéria-prima, não tem o mínimo de que necessita pró seu consumo interno!!!
Todos estes efeitos marcam um ponto d’inflexão positivamente surpreendente pró lado de cá da nova cortina de ferro e não só pra todo o ocidente – desenhada pelo Ditador que tem nas suas mãos os destinos da mãe-russa – pois que os russos têm forçosamente de se libertar dele antes que faça mais estragos, levando ainda mais a grande maioria dos russos à estrema pobreza e alguns mesmo à miséria – e isto pra não escrever aqui dos acouraçados com fornos crematórios!...
Tudo isto está cheio de tensão dentro da Rússia, motivando também um intenso e sério debate internacional, pois o que começou com um problema localizado nas estações de serviço dalgumas províncias, passou logo a uma grande ameaça pra toda a economia russa, bem como prá estabilidade política do próprio Kremlin e, consequentemente, pra muitas das políticas energéticas fósseis internacionais, mas estas também como consequência das tarifas impostas por Donald Trump. Em resumo especial, uma viragem dramática é o que está acontecendo hoje à economia mundial. E tudo isto motivado por um homem ordinário, frio e quão sanguinário! Mas é que até o próprio banco da Rússia, que, como se sabe, é controlado pelo poder político, reconhece publicamente que o país entrou em receção acelerada depois de, em 2025, dois trimestres consecutivos a descer o PIB; o que constitui um enorme choque! Acabando deste modo com os discursos das fortalezas que, segundo alguns analistas, marca um ponto d’inflexão com efeitos diretos na energia fóssil, finanças e mantimentos, em toda a federação russa. …
Agora mudando d’assunto, estive um mês de férias itinerantes e, como tal e por tal, desligado de todos os cenários político-partidários que se teriam passado; portanto não me preparei minimamente pra poder dissertar aqui sobre o que se irá passar no próximo dia doze. Aliás, por muito que m’elucidasse, não seria capaz de ser bruxo a esse ponto como, de resto, gostaria de o ser. De qualquer maneira reforço, advertindo que já vai a caminho de quatro anos que quebrei a minha neutralidade política que vinha mantendo havia vinte e tal anos; e isto por não me rever no sistema vigente desses então. No entanto confesso que não estaria a ser justo se vos escrevesse aqui que não sabia em quem votar, o que eu, na minha simples ótica, não tinha era em quem assertivamente o fazer, coisa que nunca faria às cegas; pois foi precisamente por isto que estive cerca de trinta anos sem ir às urnas que, pelos vistos, não fiz lá falta nenhuma – que nada poderia fazer um voto branco sozinho contra tantos interesses instalados, nomeadamente quando estes eram apoiados às rebanhadas d’olhos vendados!…
Regressado d’Angola – arrastado pela conhecida força da circunstância – a maioria que por aqui encontrei a gabar-se de que sabia muito sem saber rigorosamente nada, como eu. Pelo que me deixei embalar pelos instintos do meu singelo coração, pensando nos que estavam no fundo do poço seco e que, mesmo assim, se iam asfixiando todos os dias. Um dos maiores “asfixiantes” começou com a invenção de dois tapa-olhos – que muito contribuíram prás baixotas asfixias lá no fundo do tal poço seco. Isto pra não falar das subvenções vitalícias e tantos outros vícios todos eles vitalícios!...
Com inúmeras provas dadas, muitos dos nossos conterrâneos, algures dos rés-dos-fundos, costumam cumprir à risca aquele provérbio popular quando nos diz: “Quanto mais me bateres mais eu gosto de ti” E, para terminar e como costumava dizer, por tudo e por nada, o nosso falecido Fernando Peça: ‘E esta, hem!?’