O antigo viveiro das trutas, na aldeia de França, Bragança, desativado no final dos anos 90, vai ser transformado num Centro Interpretativo dos Ecossistemas Ribeirinhos, num investimento de um milhão de euros, revelou, hoje, a presidente do município.

O projeto consiste na requalificação dos três edifícios do viveiro, “mantendo as suas traças características”, mas também na reabilitação da área envolvente.

“Um dos edifícios terá a história do viveiro, depois outro será mais dedicado à truta e outro dedicado ao rio.

Tem também um espaço de sensibilização, para a comunidade, famílias, escolas, uma componente de melhoria de todo o espaço ecológico envolvente, sete mil metros quadrados, e um percurso pedestre interpretativo de França até ao viveiro, pouco mais de dois quilómetros”, esclareceu a autarca Isabel Ferreira, em declarações à Lusa.

O imóvel, completamente degradado, estava sob a alçada do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, mas foi transferido pelo Governo para o município de Bragança, no âmbito do Programa Nacional de Transferência de Imóveis devolutos do Estado para Autarquias Locais.

A presidente da câmara de Bragança adiantou ainda que o concurso público para adjudicação da obra será aberto no mês de janeiro e o município prevê que a obra esteja concluída em março de 2027.

O projeto representa um investimento de um milhão e 95 mil euros, mais IVA, totalmente financiado por fundos europeus, no âmbito do Portugal 2030.

“Preservar Montesinho e as áreas protegidas significa utilizá-las, dar-lhes vida, claro que com projetos ambientalmente sustentáveis, mas que tragam dinamismo do ponto de vista turístico e atividade económica ao Parque Natural de Montesinho, que é o que se espera desta intervenção, atrair pessoas e dinamizar estes territórios mais rurais”, sublinhou Isabel Ferreira.

O projeto está inserido no programa “Preservar Montesinho”, desenvolvido no âmbito da cogestão do Parque Natural de Montesinho, do qual o município de Bragança faz parte.

O projeto estava a ser desenvolvido pelo executivo anterior, na altura liderado pelo social-democrata Paulo Xavier, mas foi entretanto aprovado e o município, agora liderado pela socialista Isabel Ferreira, está a fazer os cadernos de encargos para a abertura do concurso.

Texto Lusa e fotografias: António Pereira



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