Há conquistas que pertencem a uma Instituição, mas que orgulham um território inteiro!
A transformação do Instituto Politécnico de Bragança em Universidade Politécnica de Bragança é uma vitória que não cabe apenas dentro dos muros do campus: é um marco histórico que honra décadas de trabalho, de visão, de persistência e de excelência. Mas é também o reconhecimento de uma cidade e de um concelho que souberam acreditar que o Interior podia ser centro de conhecimento, de inovação e de futuro.
Bragança nunca viu o Instituto Politécnico como um corpo estranho, inclui-o e adotou-o como parte da sua identidade.
Ao longo de décadas, milhares de estudantes chegaram vindos dos mais diversos pontos de Portugal e do mundo. Muitos encontraram aqui mais do que uma escola: encontraram uma segunda casa, encontraram pessoas que os receberam de braços abertos, comerciantes que os trataram pelo nome, senhorios que os acolheram, associações que os integraram, profissionais que os acompanharam e uma comunidade inteira que compreendeu, desde cedo, que cada estudante era uma oportunidade de crescimento humano, económico e cultural. E foi assim que tantos passaram a ter um lugar especial no coração para a “Terra dos Amigos para sempre”.
É impossível contar a história do sucesso do IPB sem contar a história da cidade que cresceu ao seu lado. A instituição transformou Bragança, mas Bragança também ajudou a a Instituição a crescer.
Foi esta relação de confiança e entreajuda que permitiu construir uma das mais notáveis histórias de sucesso do ensino superior português. Enquanto se debatia (e ainda debate) como tantos territórios do Interior com a desertificação e a perda de população, Bragança escolheu abrir-se ao mundo. Fez da diversidade uma riqueza, da internacionalização uma oportunidade e do conhecimento um motor de desenvolvimento.
Hoje, a nova designação representa um reconhecimento merecido e que todos aplaudimos! Não muda a essência da Instituição, porque a excelência já existia há muito. Muda, isso sim, a forma como o país e o mundo olham para o ensino superior em Bragança.
Há muito que o Instituto Politécnico de Bragança ultrapassou os limites da designação que ostentava. Era, na prática, uma instituição com dimensão, prestígio e reconhecimento internacional que honra diariamente o ensino superior português. A sua excelência foi sendo construída com resultados consistentes: formação de qualidade, investigação reconhecida, inovação, cooperação internacional e uma extraordinária capacidade para atrair talento. Esta transformação é apenas o reconhecimento formal de uma realidade que há muito era evidente.
Quando uma instituição consegue afirmar-se entre as melhores, competir com os maiores centros académicos, levar o nome de Bragança aos cinco continentes e transformar conhecimento em desenvolvimento, deixa de ser apenas um Instituto. Passa a ser um verdadeiro motor de progresso. É essa história de mérito, construída por sucessivas gerações de estudantes, docentes, investigadores, dirigentes e trabalhadores, que hoje encontra o reconhecimento que justamente merece. A Universidade Politécnica de Bragança nasce, acima de tudo, da excelência do percurso que o Instituto Politécnico soube construir.
A conquista que agora celebramos tem muitos protagonistas. Tem os estudantes - antigos e atuais - que levaram o nome da instituição além-fronteiras. Tem os docentes e investigadores que elevaram a qualidade científica a um nível reconhecido nacional e internacionalmente. Tem os funcionários, cujo trabalho discreto sustentou diariamente este projeto coletivo. Tem as lideranças visionárias que, ao longo dos anos, souberam definir um rumo e não desistiram perante as dificuldades.
Mas tem também um povo, porque uma instituição de ensino superior não floresce isolada. Precisa de uma cidade que a queira. De uma comunidade que a compreenda. De um território que perceba que investir no conhecimento é sempre um compromisso com o futuro.
É precisamente por isso que esta é uma notícia que deve encher de orgulho todos os brigantinos.
Independentemente das opções políticas, das funções que cada um desempenha ou das diferenças que naturalmente existem numa democracia, há momentos em que devemos saber reconhecer aquilo que nos une. E este é um desses momentos.
O futuro de Bragança continuará a depender da capacidade de fixar talento, atrair pessoas, criar emprego qualificado, produzir conhecimento e afirmar-se como uma referência nacional e internacional. A Universidade Politécnica de Bragança será, sem dúvida, uma das principais alavancas desse futuro.
O verdadeiro desafio começa agora porque, estou certa, a nova designação não representa um ponto de chegada, representa uma responsabilidade acrescida.
Hoje celebramos uma universidade, mas celebramos sobretudo tanta e tanta gente que acreditou no poder transformador da educação e uma comunidade que fez do acolhimento uma cultura.
Celebramos um território que recusou aceitar que a interioridade fosse sinónimo de resignação. Aplaudamos a nova Universidade Politécnica de Bragança! Celebremos e orgulhemo-nos de mais este importante marco na nossa incrível região de Bragança!