Um acidente ao final da tarde de ontem causou oito feridos e obrigou ao fecho do IP4, em ambos os sentidos, na zona da Aboadela, Amarante. A vítima em estado mais grave foi de helicóptero para o Hospital de Penafiel.

Faltavam poucos minutos para as 19 horas, quando se deu a colisão frontal, que originou, depois, um choque em cadeia envolvendo mais três veículos.

Segundo Jorge Rocha, comandante dos Bombeiros de Amarante, um automóvel que seguia em direcção a Vila Real despistou-se e bateu de frente com uma viatura que seguia no sentido contrário. \"O carro ficou partido ao meio. Foi uma sorte o condutor viajar sozinho\", disse, ao JN, o comandante. Com o carro cortado, nem foi preciso recorrer à viatura de desencarceramento que os bombeiros mobilizaram para o local. O condutor estava preso apenas pelo cinto de segurança.

Após o alerta, para o local seguiram cinco ambulâncias (incluindo uma viatura de Suporte Imediato de Vida), um carro médica do INEM e um helicóptero, que transportou uma mulher de 44 anos para o hospital de Penafiel. De acordo com informações do INEM, para a mesma unidade foram mais uma mulher de 46 anos, uma jovem de 19, e duas crianças: uma rapariga de sete anos e um rapaz de quatro. Duas idosas, de 77 e 86 anos, seguiram para o Hospital de Amarante com crises de ansiedade.

Hélder Jorge, de 23 anos, residente em Ansiães, também foi para o Hospital de Penafiel, por precaução, contaram, ao JN, o pai, Fernando, e o irmão, Filipe. \"Ele ia levar a namorada, que estuda no Porto, a casa. Amanhã [hoje], ia para França, onde trabalha numa empresa de mármores\", relatou o irmão. \"A namorada do meu filho, Maria José, foi para o hospital com ferimentos nos lábios\", acrescentou Fernando, referindo a curva onde se deu o acidente é conhecida, pela população, como a \"curva da morte\".

Nuno Alves, comandante do destacamento de Penafiel da GNR, contrariou a tese e sublinhou que \"nada fazia prever que houvesse ali um acidente, ainda para mais com o piso seco\".

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Amarante reiterou que o piso estava seco e que o acidente aconteceu numa curva aberta. Por outro lado, acrescentou que a situação naquela zona melhorou bastante nos últimos dois anos, com a colocação de separadores centrais (pinos) e de um piso novo.

No entanto, já em Dezembro passado um acidente na mesma zona tinha causado a morte de uma enfermeira de Vila Real.

O acidente e as operações de socorro obrigaram a GNR (de Penafiel e de Vila Real) a cortar o IP4 nos dois sentidos, formando-se extensas filas. A estrada seria reaberta pelas 20.30 horas, mas a circulação só voltaria ao normal algum tempo depois.



PARTILHAR:

Dia 29 de Abril

Educação, Saúde e a Acção Social