O serviço de trotinetes e bicicletas elétricas da Bolt termina em setembro, em Vila Real, por decisão da empresa, que deixou de dispor de um operador que assegure a manutenção e relocalização dos equipamentos, informou hoje a câmara.

O serviço de trotinetes elétricas partilhadas foi introduzido em 2023 e, um ano depois, a cidade passou a dispor também de bicicletas elétricas partilhadas, numa iniciativa que envolveu o município de Vila Real e a empresa Bolt.

Hoje, em comunicado, a câmara informou que o serviço vai terminar em setembro, uma decisão da empresa que, segundo disse fonte municipal, apanhou a autarquia de surpresa.

O município explicou que, no âmbito do modelo implementado, competia à Bolt assegurar a componente operacional do serviço, nomeadamente a recarga das baterias, a manutenção dos equipamentos e a sua relocalização sempre que necessário.

Recentemente, acrescentou, a empresa informou o município de que deixou de dispor de um operador que assegure estas tarefas, circunstância que inviabiliza a continuidade do serviço nas condições atuais.

Por esse motivo, a Bolt comunicou que deixará de operar na cidade a partir do mês de setembro.

“Assim, e tratando-se de uma situação alheia ao município, informa-se que, a partir dessa data, as trotinetes e bicicletas elétricas integradas na operação da Bolt deixarão de estar disponíveis em Vila Real”, pode ainda ler-se no comunicado.

A fonte da autarquia referiu que todo o processo vai, agora, ser reavaliado e que vai também ser estudada a possibilidade de se avançar ou não com um novo concurso público, e, caso avance, em que moldes este será lançado.

O município explicou que a operação introduzida na cidade procurou “proporcionar aos cidadãos uma alternativa de transporte para percursos de curta distância, oferecendo uma solução prática, ágil e adequada às deslocações em meio urbano e contribuindo para a diversificação das opções de mobilidade disponíveis na cidade”.

Na cidade, a sua utilização revelou-se significativa, principalmente por estudantes universitários nas suas deslocações para a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Contactada pela agência Lusa, a Bolt confirmou que informou a Câmara de Vila Real e que, nas últimas semanas, partilhou com o município as dificuldades que enfrenta para assegurar a continuidade da operação na cidade.

A empresa explicou que a decisão de cessar a operação se prende “exclusivamente com a impossibilidade de encontrar uma empresa local ou outro operador logístico disponível para assegurar as operações de rua necessárias ao funcionamento do serviço”.

“Apesar dos esforços desenvolvidos pela Bolt, incluindo junto de entidades locais, não foi possível encontrar uma solução para garantir a continuidade da operação nas atuais condições”, salientou.



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