O uso de vasos biodegradáveis, feitos dos subprodutos da vinha e do vinho, em programas de educação ambiental foi o projeto vencedor do concurso de ideias do programa de inovação social Douriis, hoje anunciado em Vila Real.

“O Biogrow é um projeto educativo de sustentabilidade ambiental utilizando materiais orgânicos biodegradáveis produzidos na região. Neste caso são vasos biodegradáveis em que são valorizados os subprodutos da vinha e do vinho para a produção de vasos, e com estes vasos temos a oportunidade de educar e transmitir a ideia da sustentabilidade nas escolas”, afirmou Pedro Mendes, que falou em nome do projeto vencedor.

O Douriis – Centro de Empreendedorismo de Impacto, que tem como área de intervenção Alijó, Sabrosa e Vila Real, lançou um concurso de ideias com vista ao desenvolvimento de soluções inovadoras para responder aos desafios e oportunidades do território.

Os vendedores foram anunciados hoje, em Vila Real.

Para Pedro Mendes, o prémio de 750 euros servirá como alavanca para o arranque desta ideia que se pretende materializar já a partir de setembro.

Em Vilar de Maçada, Alijó, a ideia é criar um centro de acolhimento temporário para dar resposta a pessoas idosas ou outras que vão ter alta hospitalar, mas continuam a precisar de assistência médica, tratando-se de um espaço de transição.

“Há pessoas que estão no hospital à espera da alta e nós estamos a fomentar a ideia de termos lugar para acolher seis a oito pessoas na casa que queremos implementar com este projeto”, referiu Alexandra Magalhães, concretizando que se trata de uma resposta na área social, mas também de saúde, e que o Centro Social, Recreativo e Cultural de Vilar de Maçada já dispõe de uma equipa multidisciplinar que pode ajudar.

Este projeto, que ficou em segundo lugar e recebeu 500 euros, vai também ser alvo de uma candidatura a fundos comunitários.

O projeto “Voz, corpo e sentido”, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Sabrosa, ficou em terceiro lugar, recebeu 250 euros, visa combater a exclusão social das pessoas portadoras de deficiência e é intergeracional.

“Este valor servirá para dar um pontapé de saída neste projeto”, afirmou a responsável da APPACDM Susana Santos, que explicou que, com este projeto, os utentes terão a oportunidade de expor aquilo que sentem, a parte da voz, através de oficinas de intervenção das emoções".

Depois, irão apresentar publicamente à comunidade aquilo que vão construindo ao longo do projeto.

“Para que a comunidade perceba que, apesar dos nossos utentes serem portadores de uma deficiência ou de multideficiência, conseguem fazer algo que também tem muito valor e que normalmente se acha que só aqueles ditos normais é que são capazes”, referiu, salientando que o projeto arranca em outubro.

Ricardo Narciso, gestor de comunidade do Douriis, referiu que os 15 projetos submetidos a concurso estão relacionados com as áreas ambiental, sustentabilidade e social.

“Conseguimos encher esta sala de boas ideias e de pessoas motivadas para querer mudar um bocadinho o lugar em que vivem”, salientou.

Ricardo Narciso disse que todos os candidatos podem ainda juntar-se ao programa de incubação para que a ideia possa progredir.

Este concurso constituiu uma etapa fundamental do percurso de capacitação e empreendedorismo social promovido pelo Douriis, incentivando a criação de ideias com potencial para gerar impacto positivo nas comunidades locais e contribuir para a valorização do Douro Interior.

E integra a estratégia do Douriis de promover o empreendedorismo de impacto como instrumento de inovação social, desenvolvimento local e valorização dos recursos humanos e comunitários do território, estimulando o surgimento de soluções inovadoras para responder aos desafios sociais, económicos e demográficos da região.



PARTILHAR:

Centro de Arte Graça Morais celebra 18 anos com escultura de Michel Bassompierre