A SOS Ambiente e Território, operado pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, recebeu hoje um alerta para o aparecimento de peixes mortos no rio Corgo, em Vila Real, em circunstâncias que ainda estão a ser apuradas.
Em declarações à Lusa, fonte da GNR de Vila Real explicou que os peixes apareceram a boiar junto ao parque do rio Corgo, naquela cidade.
“Enviamos uma patrulha dos Serviços do Ambiente para fazer o reporte fotográfico” e verificar a gravidade da situação, disse a mesma fonte.
Acrescentou que o ocorrido foi comunicado aos Serviços Municipais do Ambiente da autarquia para que se procedesse aos trabalhos de limpeza daquela zona do Corgo.
Contactada pela Lusa, fonte da autarquia disse que os serviços municipais irão durante a tarde realizar trabalhos de limpeza naquela zona do rio Corgo, devendo os mesmos prosseguir na segunda-feira.
Apesar de ainda estarem a ser investigadas as causas do ocorrido e uma eventual descarga poluente, a mesma fonte admitiu que "a redução grande do caudal" do rio poderá explicar o aparecimento dos animais mortos.
"Foram recolhidas amostra de água e de peixes para ajudar a esclarecer a situação", acrescentou a fonte da autarquia.
Fotografia: Carlos Teixeira
Ocorrência com peixes mortos no rio Corgo em Vila Real agravou-se hoje
17 ago 2026 - A Câmara de Vila Real disse que se verificou hoje um agravamento da ocorrência no rio Corgo, identificada no domingo, onde foram detetados peixes mortos e um odor anómalo.
O alerta que dava conta de peixes a boiar no rio, detetados na zona do Parque Florestal, no centro da cidade transmontana, foi dado através da linha SOS Ambiente e Território, operado pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.
O município disse hoje, através de uma informação publicada numa rede social, que a situação apresentou um agravamento na manhã de hoje, estando os indícios particularmente concentrados no troço entre a ponte junto ao Centro de Ciência e o açude.
A autarquia avançou que estão a ser recolhidas amostras para análise e desenvolvidos contactos com as entidades e operadores existentes na envolvente, procurando determinar a natureza e a origem da situação.
“Nesta fase, não existem ainda elementos que permitam determinar as causas da ocorrência ou atribuir responsabilidades, pelo que qualquer conclusão seria prematura”, acrescentou.
A câmara disse ainda que, desde o primeiro momento, contactou o SEPNA da GNR e tem mantido articulação com as autoridades e entidades competentes, colaborando nas diligências necessárias ao esclarecimento da ocorrência.
E sublinhou que continuará a acompanhar de perto a situação e divulgará informação relevante logo que existam resultados ou outros elementos confirmados.
“A proteção do rio Corgo e do seu ecossistema é uma prioridade, estando o município empenhado em contribuir para o rápido esclarecimento desta ocorrência”, salientou.
No domingo, fonte da GNR disse à Lusa que foi enviada ao local uma patrulha dos Serviços do Ambiente para fazer o reporte fotográfico e verificar a gravidade da situação.
Lusa