Vila Real prepara-se para acolher a quinta etapa da Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR), que regressa dois anos depois e tem um orçamento municipal previsto de 1,5 milhões de euros.

O Circuito Internacional de Vila Real, que tem como prova principal a corrida de WTCR, que conta com o português Tiago Monteiro (Honda Civic), vai voltar entre 01 e 03 de julho, após a interrupção provocada pela pandemia de covid-19.

No circuito urbano estão já a ser montadas as estruturas de segurança e, segundo disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, a hotelaria e a restauração “têm ocupação já muito elevada para esse período”.

“Tenho a expectativa que este vai ser um dos melhores anos de sempre, porque a perceção que vamos tendo é de grande ansiedade à volta das corridas”, afirmou o autarca socialista.

O evento, que integra provas internacionais e nacionais, é, na opinião do presidente, o “maior de todos os cartazes de Vila Real”.

A organização do evento envolverá um orçamento “de mais de dois milhões de euros”, contando com uma dotação orçamental municipal prevista de cerca de 1,5 milhões de euros.

Na segunda-feira, os dois vereadores da oposição PSD na Câmara de Vila Real questionaram o presidente do município sobre a verba prevista para a realização da prova.

“Uma coisa é clara, nós somos inequivocamente favoráveis às corridas, percebemos que é mais um património dos vila-realenses, é uma marca que nos diferencia das outras cidades”, afirmou o vereador do PSD Luís Tão.

No entanto, acrescentou que se começam a ver “muitas receitas próprias alocadas a eventos e a obras”, acrescentando que o PSD questionou “porque é muito dinheiro que está envolvido”.

“Nas corridas, o compromisso é por três anos. Podemos estar aqui a falar em mais de quatro milhões de euros envolvidos se o município não arranjar financiamento. Até ao momento não arranjou”, frisou.

Luís Tão referiu que, com este alerta, também se pretende que “a câmara acelere um bocadinho a procura de financiamento e não esteja permanentemente a recorrer a receitas próprias, porque isso leva, mais cedo ou mais tarde, a um descalabro”.

“Nós estamos disponíveis para aceitar todos os contributos que o senhor engenheiro Luís Tão estiver disponível para arranjar”, afirmou, por sua vez, o presidente Rui Santos. 

O autarca referiu que as corridas sempre tiveram como principal garantia o financiamento da autarquia, que a verba inscrita no orçamento municipal para as corridas é idêntica à das últimas edições realizadas e que os avisos de candidaturas a fundos comunitários do Portugal 2030 para a internacionalização ainda não estão abertos.

“Para já, o valor está no orçamento municipal, estamos à espera que o novo quadro comunitário entre em vigor e, se tal acontecer, faremos obviamente candidatura e estamos também à espera de que o Orçamento do Estado (OE) seja aprovado para podermos falar com o Turismo de Portugal”, salientou.

Da verba estimada para a realização do evento, cerca de 80% é destinada à homologação do circuito, pagamento de licenças e transmissão televisiva.

“Lembro que mais de 80 milhões de pessoas irão ver as provas no fim de semana em que elas são transmitidas pela Eurosport e, depois também, nas transmissões para mais de 100 canais a nível internacional”, acrescentou Rui Santos.

A etapa de WTCR inclui ainda um programa de eventos paralelos, como concertos e, nesta edição, será também palco para filmagens para um filme de distribuição internacional ligado à velocidade.

A temporada de WTCR arranca no fim de semana, no circuito francês de Pau, com a primeira das nove etapas da competição, que termina em Macau, entre 18 e 20 de novembro.



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