A Câmara de Vila Real, liderada há 12 anos pelos socialistas, vai ser disputada a 12 de outubro por um número recorde de sete candidatos propostos pelo PS, PSD, Chega, CDU, Livre, BE e CDS-PP.

Nesta corrida às eleições autárquicas concorrem à câmara da capital do distrito Alexandre Favaios (PS), Alina Vaz (PSD), Alberto Moura (Chega), Carlos Quinteiro (CDU), Anabela Oliveira (BE), Luís Ramalho (Livre) e Conceição Pinho (CDS).

Emprego e habitação que contribuam para a fixação de população, designadamente de jovens, são prioridades comuns aos candidatos.

Alexandre Favaios realçou que a habitação é “uma grande preocupação”, pelo que quer apostar um novo bloco de 36 habitações, exclusivamente para jovens, com rendas controladas, ainda num projeto-piloto para atrair estudantes para as aldeias, quer ainda atrair investimento e criar oportunidades na economia e emprego.

O autarca é psicólogo de formação, está no município há 12 anos e ocupou a vice-presidência durante o último mandato até assumir em junho a presidência da câmara, depois de Rui Santos, que cumpria o terceiro mandato à frente da autarquia, ter saído para ser deputado na Assembleia da República.

Foi sob a liderança de Rui Santos que o PS conquistou pela primeira vez a Câmara de Vila Real em 2013, depois de o PSD ter estado no poder da capital do distrito durante 37 anos.

Agora, para tentar recuperar a liderança no município, o PSD aposta em Alina Vaz, diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e presidente da concelhia social-democrata.

A candidata destacou como bandeiras o “desenvolvimento económico, para posicionar Vila Real na região Norte”, a atração de empresas, a criação de empregos qualificados que ajudem “a fixar talentos” e mais habitação acessível à classe média.

Em junho foi anunciada uma coligação entre o PSD e a Iniciativa Liberal, a qual não chegou a ser formalizada por questões internas da IL.

Pelo Chega avança o professor Alberto Moura, que começou o percurso político na JSD, foi deputado na Assembleia Municipal pelo PSD, vereador no município e, em 2019, foi coordenador distrital do Partido Aliança.

Preocupado com a perda de população, o compromisso do Chega começa pela habitação, com a criação de um programa com rendas controladas e casas modernas, através de soluções inovadoras que garantem qualidade a custos muito mais baixos.

Carlos Quinteiro, cabeça de lista pela coligação PCP/PEV é professor, antigo presidente da Junta de Freguesia de Lamares (2005) e candidato da CDU à Câmara de Felgueiras (2009).

O candidato aposta numa proximidade com as populações, os seus anseios e quer, com elas, construir soluções que deem respostas aos seus problemas, nomeadamente a habitação, o saneamento, a ação social, a ecologia e sustentabilidade, a mobilidade e transportes.

Pelo Livre, Luís Ramalho disse que um dos principais problemas do município é a diferença entre viver na cidade ou nas aldeias, e que para colmatar essa desigualdade são necessárias medidas de coesão territorial, como o transporte a pedido para assegurar a ligação entre as aldeias e a cidade.

O candidato tem um doutoramento em Engenharia Mecânica e dá aulas no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

Pelo BE, a professora universitária Anabela Branco de Oliveira defendeu um concelho mais feliz e democrático, centrando também atenções nas habitação, ambiente, mobilidade, a reativação da linha do Corgo e a transformação da rua direita num centro cultural e de convívio.

A investigadora no iA* - Investigação em Artes liderou a candidatura do partido nas legislativas de maio deste ano.

A última candidatura a ser apresentada em Vila Real foi a do CDS-PP que é protagonizada por Conceição Pinho, técnica superior da Administração Pública e presidente da concelhia do partido.

A candidata apontou à perda de população e sublinhou que o concelho tem que voltar a crescer em residentes e em economia, defendendo mais investimento público e a captação de mais investimento privado, considerando ambos estruturantes para inverter 12 anos de decréscimo.

No executivo municipal, o PS tem cinco mandatos e o PSD dois.

O PS obteve também a maioria na Assembleia Municipal com 13 deputados municipais, o PSD/CDS sete e o Chega um. O PS conseguiu ainda o pleno nas 20 freguesias, com candidatos próprios ou apoiados pelo partido.



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