O serviço de transporte público da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) arranca, hoje, nos nove municípios que constituem esta CIM, com 90 ligações municipais e intermunicipais e gratuitamente nesta primeira fase.
“É um investimento muito grande num serviço público de transporte que vai, sem dúvida, reforçar a mobilidade não só a nível concelhio, como a nível supra concelhio, portanto, a nível regional”, afirmou o presidente da CIM-TTM, Pedro Lima.
Nesta primeira fase, até 13 de setembro, o transporte da comunidade intermunicipal assegura a ligação diária entre os diferentes concelhos e dentro de cada concelho, duas vezes por semana, com duas viagens por dia.
“Vai ser gratuito, até pelo menos 13 de setembro, nesta fase inicial, para também dar tempo, por assim dizer, às pessoas se adaptarem e para poderem verificar quais são os serviços mais adequados às suas necessidades”, acrescentou Pedro Lima.
A partir de 14 de setembro, as linhas funcionarão em articulação com o transporte escolar e entra ainda em vigor o transporte a pedido nas aldeias, uma “inovação” nesta sub-região, que irá “dar resposta àquilo que é um anseio já muito antigo da nossa população”.
Toda a informação sobre horários e linhas estará disponível nas juntas de freguesia, mas também será disponibilizada pelo operador do transporte.
Ainda segundo o autarca Pedro Lima, este serviço representa um investimento de cinco milhões de euros, por ano, suportado pelos nove municípios da CIM, Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Miranda do Douro, Mogadouro, Vila Flor, Vinhais e Vimioso.
“Temos que exigir por parte do Governo central justiça nesta questão dos transportes. Se noutras geografias de Portugal há passes gratuitos para tudo e mais alguma coisa, e toda e mais alguma idade, nós aqui - esta linha de transportes é única, não há alternativas e a maioria das pessoas não tem outra forma de se fazer transportar devido ao grau de isolamento, devido à idade (...) - vamos exigir junto do Governo que comparticipe, na medida em que é comparticipado o transporte público noutras paragens em Portugal”, rematou.
Este projeto há vários anos que tem vindo a ser falado pela Comunidade Intermunicipal, mas devido a atrasos, avanços e recuos, só foi adjudicado no ano passado e entra em vigor um ano depois.
Foto: Antonio Pereira
Lusa