A Câmara Municipal de Vila Real aprovou o Estudo Prévio do Parque Ecológico de Tourinhas. Com cerca de sete hectares, o futuro parque pretende recuperar e valorizar a área envolvente à Ribeira de Tourinhas, criando um novo espaço verde de proximidade para a população.
O Parque Ecológico de Tourinhas, em Vila Real, vai estender-se por sete hectares, recuperar a ribeira e reforçar a vegetação autóctone, estando incluído nos projetos-piloto do programa nacional PRO NAT.URBE que reforça a resposta ao calor extremo.
“Com este projeto vamos transformar uma área atualmente degradada junto à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) num parque público dedicado à natureza, ao lazer e ao convívio, que poderá ser usufruído por toda a população”, afirmou hoje, citado em comunicado, o presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios.
O investimento estimado é de três milhões de euros, mais IVA, financiado pelo Fundo Ambiental, ao abrigo do protocolo celebrado entre o Ministério do Ambiente e Energia e a Câmara Municipal de Vila Real.
O Programa de Ação para a Resiliência e Restauro da Natureza em Áreas Urbanas (PRO NAT.URBE), aprovado pelo Governo, quer reforçar a resposta ao calor extremo com redes de abrigos climáticos e estabelece uma estratégia até 2035 para aumentar os espaços verdes e o coberto arbóreo, recuperar linhas de água, criar corredores ecológicos e desimpermeabilizar os solos.
Em curso estão cinco projetos-piloto, de norte a sul do país, desde Évora a Beja, Vila Real, Guimarães (distrito de Braga) e São João da Madeira (distrito de Aveiro).
Em Vila Real, o PRO NAT.URBE inclui o Parque Ecológico de Tourinhas, cujo projeto prévio foi aprovado pelo executivo municipal.
De acordo com a autarquia, a conclusão do projeto de execução está prevista para o final de 2026, apontando-se o início da intervenção para 2027.
Com cerca de sete hectares, o futuro parque pretende recuperar e valorizar a área envolvente à ribeira de Tourinhas, criando um novo espaço verde de proximidade para a população.
O projeto assenta na recuperação ecológica da ribeira e no reforço da vegetação autóctone, incluindo árvores, arbustos e prados adaptados às condições do local.
O município explicou que a gestão natural da água será também uma componente central, com a criação de zonas húmidas, bacias de infiltração e retenção e uma bacia com características de lago.
O parque será atravessado por percursos pedonais e cicláveis e, nas zonas sujeitas a inundação, os caminhos serão sobre-elevados, permitindo manter a circulação e, simultaneamente, preservar as características naturais do terreno.
Para o lazer e utilização quotidiana estão previstos um parque infantil, ginásio ao ar livre, jardim sensorial, áreas de merendas, clareiras multifuncionais e um anfiteatro natural.
O projeto contempla ainda um observatório de aves, cafetaria e instalações sanitárias.
A câmara frisou que a “arborização e as zonas de sombra deverão contribuir também para melhorar o conforto térmico e reforçar a capacidade de adaptação da cidade às temperaturas elevadas”.
Lusa