O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou hoje em Vila Real que vai atribuir a Grã-Cruz da Ordem do Infante a Fernando Albuquerque, da Fundação da Casa de Mateus.

O anúncio foi feito durante a cerimónia da entrega do prémio D.Diniz, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus.

Após dois anos de interrupção, devido à pandemia de covid-19, foram hoje entregues os prémios a Jorge Silva Melo, vencedor em 2020 com o seu livro "A Mesa está Posta", editado por Edições Cotovia, e a José Viale Moutinho, premiado em 2021 pela sua obra "Cimentos da Noite", editada por Edições Afrontamento.

As duas obras foram escolhidas unanimemente pelo júri presidido por Nuno Júdice, e que integra ainda Fernando Pinto do Amaral e Pedro Mexia.

Durante a cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o D. Diniz é um “prémio de consagração” e disse ser leitor dos premiados, que felicitou pelo galardão.

Em Vila Real, o Presidente da República quis celebrar “o prémio, os vencedores, a fundação e o fim dos interregnos” e aproveitou também para anunciar que vai entregar “ao anfitrião”, Fernando Albuquerque, a Grã-Cruz da Ordem do Infante “que há tanto tempo” anda para lhe entregar.

Fernando Albuquerque é diretor-delegado da Fundação da Casa de Mateus.

“À medida que os anos passam, que as décadas decorrem, não podemos correr o risco de termos, não direi outra pandemia, mas outros interregnos que nos separem, agora que nos reencontrámos em boa hora”, salientou.

A cerimónia, sem data anunciada, acontecerá na Casa de Mateus ou no Palácio de Belém, considerando o Presidente da República que se poderá tratar de uma “grande ocasião para Vila Real invadir Belém”.

A Fundação da Casa de Mateus foi instituída em 1970 e os seus estatutos definem como objetivos a conservação, o restauro e melhoramento da Casa de Mateus, em Vila Real, e, ainda, a promoção de eventos culturais, científicos e pedagógicos.

Entre eles o Prémio D. Diniz, que foi instituído em 1980 e distingue anualmente uma obra de poesia, ensaio ou ficção.

A lista de premiados inclui Agustina Bessa Luís (1980), José Saramago (1984), Eduardo Lourenço (1995), António Lobo Antunes (1999), Maria Teresa Horta (2011) ou Helder Macedo (2018).

Quanto aos homenageados de hoje, Jorge Silva Melo nasceu em Lisboa, em 1948, e é encenador, ator, cineasta, dramaturgo, tradutor e crítico.

José Viale Moutinho nasceu em 1945, no Funchal, é jornalista, escritor e tem realizado investigações sobre a vida e a obra de alguns escritores portugueses do século XIX, recuperando epistolografia e textos inéditos ou esquecidos de Camilo Castelo Branco, Trindade Coelho, António Nobre e Joaquim de Araújo, entre outros.



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