O coronel Paulo Azevedo tomou posse a 23 set como comandante do Comando Territorial da GNR de Bragança, vincando ter como missão um policiamento de proximidade, mais fiscalização e melhorias das condições de trabalho.
O novo comandante, que substitui o coronel António Lobo de Carvalho, afirmou, hoje, na cerimónia de tomada de posse, que assume esta responsabilidade “com elevado sentido de dever” e “compromisso para com a instituição”, com “total disponibilidade” e “empenho” para a “concretização dos objetivos da Guarda”.
Durante o seu discurso reconheceu “as dificuldades que o serviço operacional apresenta nos dias de hoje” e que “nem sempre os recursos disponíveis acompanham a dimensão das necessidades e das responsabilidades”, tendo como “preocupações permanentes” a “melhoria das condições de trabalho, simplificação e eficiência dos procedimentos, a racionalização de recursos, a formação e a valorização profissional”.
O coronel vincou ainda que um dos seus grandes objetivos é promover um policiamento de “proximidade” e “comunitário”, dando “atenção especial” aos mais vulneráveis.
“Servimos um território onde muitas vezes o militar da Guarda conhece o cidadão pelo nome, conhece as suas preocupações e partilha a sua realidade quotidiana. É, por isso, nesta proximidade, que reside uma das maiores e mais nobres dimensões da nossa missão. (…) Estaremos presentes para proteger, apoiar e servir com particular atenção aos mais vulneráveis, a vitima de violência doméstica, o idoso que vive isolado, a criança ou o jovem em citação de risco, a pessoa que por qualquer razão não consegue ouvir a sua voz”, sublinhou.
O novo comandante quer ainda reforçar as ações de prevenção e fiscalização na circulação rodoviária e intensificar a prevenção e sensibilização nas localidades onde se registem “maiores níveis de sinistralidade”.
Paulo Azevedo disse também ter como missão proteger o meio ambiente, floresta, fauna e flora, tendo em conta as várias áreas protegidas onde está inserido o Comando Territorial da GNR de Bragança, o Parque Natural de Montesinho, o Parque Natural do Douro Internacional e a Reserva da Meseta Ibérica.
Sendo um distrito raiano, próximo do país vizinho, garantiu ainda manter a “coordenação operacional, a partilha de conhecimento e a cooperação” com Espanha.
“Somos um território de fronteira, mas a fronteira não deve ser entendida como uma barreira que nos separa, deve ser, sobretudo, um espaço de encontro, de partilha e de cooperação onde a proximidade entre instituições e comunidades se transforma em oportunidade”, frisou.
Paulo Azevedo tem 49 anos e era chefe de estado-maior da Unidade Especial de Proteção e Socorro da GNR, até tomar posse como comandante distrital da GNR. Neste comando territorial também já desempenhou funções como oficial de Relações Públicas.
Foto: GNR
Lusa