O candidato do Livre à Câmara de Vila Real, Luís Ramalho, apresentou hoje como prioridades para este concelho um sistema de transporte a pedido para ligar as aldeias à cidade e a construção de mais habitação pública.
Esta é a primeira vez que o Livre concorre às eleições autárquicas na capital do distrito e, segundo o cabeça de lista, o partido identificou várias prioridades para o concelho.
Luís Ramalho, que falava durante a apresentação da candidatura, numa iniciativa que decorreu no Parque Corgo com a presença do deputado na Assembleia da República Jorge Pinto, frisou que o foco é na mobilidade, especialmente entre as zonas rurais e a cidade de Vila Real.
“E para esse propósito temos a proposta do transporte a pedido, que permite mais frequência de transporte público entre aldeias e a cidade, porque muitas vezes as pessoas, especialmente os idosos, acabam isolados nas suas casas porque não têm forma de vir para a cidade ou, às vezes, também podem não ir a consultas por causa disso”, exemplificou.
Nesse sentido, realçou a importância de um “transporte público que seja acessível” e que vá ao encontro das necessidades das pessoas.
Para o efeito, referiu que é preciso reforçar a rede de transportes, preferencialmente com autocarros elétricos, “para também cumprirmos o objetivo da descarbonização, que é um objetivo até da União Europeia”.
Frisando que Vila Real “também enfrenta o problema da habitação”, Luís Ramalho defendeu ser “importante alcançar 10% de habitação pública”, mas advertiu que, neste momento, “Vila Real tem apenas cerca de 3% de habitação pública”.
“Portanto, ainda está bastante aquém do nosso objetivo e é difícil alcançar esses 10% em quatro anos, mas têm que começar a ser adotadas as políticas públicas por parte do município para que consigamos, no longo prazo, daqui a 10 anos, ter esses 10%”, sublinhou.
Também na área da habitação, o Livre quer apoiar as cooperativas habitacionais que permitam construções a custo reduzido e com IVA reduzido também.
“E que são casas, efetivamente, para primeira habitação e não para especulação”, frisou.
O candidato defendeu ainda a implementação de comunidades de energia renovável, que já estão a ser criadas em alguns locais do país.
“O que é isto na prática? São conjuntos de pessoas, e também podem entrar empresas, que produzem eletricidade a partir de fontes renováveis, quer sejam eólicas ou painéis solares, e depois partilham a eletricidade entre si e assim reduzem a fatura de eletricidade para toda a gente”, explicou.
Luís Ramalho disse que se pretende que o município avance com este projeto para também “reduzir a fatura de eletricidade das pessoas em Vila Real”.
A nível da cultura, o Livre defende Casas de Criação, uma rede de espaços culturais abertos à comunidade e ao encontro intergeracional, ainda a criação de uma biblioteca itinerante para estimular hábitos de leitura e organizar um calendário municipal de eventos culturais em todas as freguesias.
Nesta que é a primeira vez que o Livre concorre às eleições autárquicas em Vila Real, Luís Ramalho, que também encabeça a lista à Assembleia Municipal, disse que um bom resultado passará pela eleição de um deputado municipal.
“Isso vai ficar sempre dependente dos vila-realenses, obviamente, mas eu acredito que o Livre tem mostrado que faz a política com seriedade e que apresenta boas propostas a nível nacional e é o que pretendemos fazer também aqui a nível municipal e eu acho que os vila-realenses vão premiar isso”, salientou.
São ainda candidatos à Câmara de Vila Real Alexandre Favaios (PS), Alina Vaz (PSD), Alberto Moura (Chega), Carlos Quinteiro (CDU), Anabela Branco (BE) e Conceição Pinho (CDS).
O PS ganhou as eleições em 2021 e conquistou cinco mandatos e o PSD dois.
Lusa