A greve parcial que se cumpre hoje na fábrica da Aumovio Advamced Antenna, em Vila Real, teve uma “adesão significativa” e o objetivo de reclamar mais “aumentos salariais justos e dignos”, disse fonte sindical.
Os trabalhadores em greve concentraram-se em frente às instalações da fábrica, na zona industrial de Vila Real, onde gritaram palavras de ordem como “é justo e necessário o aumento do salário” e “Aumovio escuta, os trabalhadores estão em luta”.
A Aumovio Advanced Antenna produz antenas para automóveis e é uma das maiores empregadoras privadas do distrito de Vila Real, com cerca de 400 trabalhadores.
A greve parcial é de duas horas por cada um dos três turnos de trabalho. A Lusa acompanhou o início do turno de dia, em que os trabalhadores cumpriram a greve das 13:00 às 15:00.
O coordenador do Norte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte, Miguel Ângelo, disse que esta é uma “greve de indignação” e apontou para uma adesão “bastante significativa” à greve neste primeiro turno, rondando entre os “80 a 90%”.
Neste turno trabalham cerca de 100 trabalhadores. No turno da noite, que antecedeu, a adesão à greve foi na “ordem dos 40%”.
“Não são duas horas que vão obstaculizar o processo produtivo da empresa”, salientou, frisando que “esta luta é mais do que justa”.
Miguel Ângelo concretizou que os objetivos da greve parcial que se cumpre hoje são reclamar aumentos salários dignos e justos para todos os trabalhadores, uma “verdadeira” discussão do caderno reivindicativo e a rejeição do pacote laboral.
“E a empresa tem negociado connosco, o problema é que a empresa nunca saiu da proposta inicial, enquanto nós viemos sempre a reduzir a nossa proposta. Reduzimos a nossa proposta de 150 euros, para 100 euros e baixamos depois para os 70 euros”, explicou o dirigente sindical.
Miguel Ângelo disse que a primeira proposta feita pela empresa foi de um aumento salarial de 50 euros, com 25 cêntimos de subsídio de alimentação e com o dia de aniversário, e que depois de uma reunião reforçou que “não havia condições para sair dos 50 euros e um euro no subsídio de alimentação”.
Em plenário, os trabalhadores decidiram avançar com a greve parcial que se cumpre hoje. “Só após o pré-aviso de greve é que a empresa vem com a proposta dos 55 euros”, referiu ainda o dirigente, salientando que este sindicato afeto à CGTP-IN fez um esforço de negociação e que “a empresa nunca saiu da posição negocial”.
A Lusa tentou obter uma reação da empresa, o que não foi possível até ao momento.
Lusa