Conselho de Ministros reuniu hoje em Bragança e aprovou a passagem do Instituto Politécnico de Bragança a Universidade de Bragança e Norte Interior que teve durante um período curto passagem Universidade Politécnica de Bragança.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação anunciou que foi, decidido, durante o Conselho de Ministros, o arranque do processo para a transformação da Universidade Politécnica de Bragança na Universidade de Bragança e do Norte Interior.

“Hoje, o Conselho de Ministros decidiu, depois de uma análise técnica, iniciar os trâmites que vão converter, transformar a Universidade Politécnica de Bragança na Universidade de Bragança e do Norte Interior. Um passo que é natural, em resultado do trabalho que foi feito nas últimas décadas (…) e é também uma expectativa que temos de que esta nova universidade tenha ainda uma maior capacidade de transformação, de desenvolvimento deste território e do nosso país”, afirmou o ministro Fernando Alexandre, após o Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, a 30 de agosto, durante a 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, a criação da universidade de Bragança.

Hoje, no final do Conselho de Ministros, que aconteceu na Universidade Politécnica de Bragança, Luís Montenegro realçou que esta decisão é resultado de uma “deliberação muito ponderada” e de um “reflexo muito elevado”, que assenta na estratégia que o Governo tem para o país na área da Educação.

“Um passo que estamos a dar, rumo a um futuro, não só de Bragança, mas de toda a região e Portugal também”, afirmou, acrescentando que a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior é “o reconhecimento do trabalho”, “não é por capricho”, mas “por razões objetivas e técnicas”, pela “capacidade científica”, “formação de um corpo docente adequado”, mas também pelo “caminho percorrido em termos de internacionalização” e “atração de talento”, que disse refletir-se “na fixação de pessoas no território”.

“Esta visão, que é uma visão aberta, sem medo, de ambição e de ousadia, é aquela que se coaduna com o que nós perspetivamos com aquela que será a vida de Portugal e da União Europeia”, vincou Luís Montenegro.

Para o primeiro-ministro, as instituições de ensino superior são o “grande motor económico das regiões”, principalmente das que têm baixa densidade populacional, contribuindo para a “criação de emprego e de bases sólidas para bons salários”.

O reitor da ainda Universidade Politécnica de Bragança, Orlando Rodrigues, salientou que a decisão do Governo é “um ato de coragem”, porque “fazer justiça nem sempre é fácil”. “Hoje o Governo tomou essa responsabilidade”, afirmou.

De acordo com Orlando Rodrigues, “hoje o Governo dá uma resposta concreta a esta persistência” da instituição se tornar universidade, um projeto que garantiu que vai transformar um território de baixa densidade num território de alta intensidade científica, com “uma missão exigente”.

“Vamos construir uma universidade muito honrada, pelo conhecimento que produz e pelas oportunidades que cria”, rematou.

A Universidade Politécnica de Bragança, que hoje acolheu o Conselho de Ministros descentralizado, é composta por seis escolas, em Bragança, Mirandela e Chaves. Acolhe cerca de 10 mil estudantes, dos quais 30% são estrangeiros.

Lusa e DTM


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