A Câmara de Vila Real lançou um concurso de fotografia e ilustração para promover o barro negro de Bisalhães classificado pela UNESCO, que decorrerá até 30 de julho, foi hoje anunciado.

O concurso decorre no âmbito de um projeto para a salvaguarda, promoção e a divulgação da louça preta de Bisalhães, cujo processo de fabrico foi classificado pela UNESCO em 2016 como património imaterial da humanidade.

Num comunicado, divulgado hoje pelo Teatro de Vila Real, é explicado que as candidaturas podem ser submetidas até 30 de julho e que o objetivo deste concurso é “envolver a comunidade regional e nacional nas ações de salvaguarda”.

O concurso é dirigido a artistas nacionais e internacionais e está dividido em duas áreas artísticas, com condições especificas e com prémios por área.

Na área da fotografia serão atribuídos prémios aos trabalhos classificados em primeiro e segundo lugares, no valor de 800 e 400 euros, respetivamente.

Na área da Ilustração, os trabalhos classificados em primeiro e segundo lugares receberão prémios no valor de 1.800 e 1.000 euros.

Numa fase posterior e em data a anunciar, a câmara de Vila Real promoverá uma exposição com as obras concorrentes.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) inscreveu a 29 de novembro de 2016 o processo de fabrico do barro preto de Bisalhães na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente

Esta forma de olaria é considerada um ofício duro, exigente, com recurso a processos que remontam, pelo menos, ao século XVI. O processo de fabrico inclui desde o tratamento inicial que se dá ao barro até à cozedura.

As peças que nascem pelas mãos dos artesãos são depois cozidas em velhos fornos abertos na terra, onde são queimadas giestas, caruma, carquejas e abafadas depois com terra escura, a mesma que lhe vai dar a cor negra.

A arte esteve em risco de extinção e hoje são poucos os oleiros, mas após a classificação, têm-se dado passos na formação e já há novos artesãos a trabalhar.



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