Com 95 anos de história, o Circuito Internacional de Vila Real mantém uma identidade única no panorama automóvel internacional. Entre curvas de elevada exigência, mudanças de ritmo constantes e um traçado urbano rápido e sinuoso, que testa ao limite a capacidade dos pilotos e das máquinas, Vila Real afirma-se como um dos circuitos mais técnicos, desafiantes e apaixonantes do calendário internacional. A ligação única entre pilotos, máquinas e público transforma esta prova numa experiência singular, colocando novamente o circuito transmontano no mapa das grandes referências mundiais da competição automóvel.

Entre equipas, pilotos, organização e voluntários, cerca de 1.500 pessoas estão envolvidas na realização de um dos maiores eventos desportivos da região transmontana. 

Alexandre Favaios, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, destacou a complexidade da organização de um evento desta dimensão, sublinhando o trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano, “hoje, depois de estar tudo montado, é como tentar adivinhar a chave do Euromilhões, perceber a quantidade de pessoas que, ao longo de tantos dias e tantos meses, trabalham para preparar a celebração de um fim de semana único. Temos cerca de 1.500 pessoas, entre profissionais e voluntários, a desempenhar as suas funções e a articular todas estas atividades”, afirmou.

Segundo o autarca, o sucesso da organização resulta da experiência acumulada e da introdução contínua de melhorias, “ano após ano temos vindo a introduzir melhorias, fazendo ajustes e percebendo a nossa capacidade de fazer e fazer bem. Isso faz com que cada vez mais pilotos queiram vir a Vila Real. As grelhas estão mais preenchidas, temos mais carros e estou convencido de que os resultados vão continuar a aparecer e que este enorme circuito vai continuar a crescer”, referiu.

Alexandre Favaios recordou ainda a longa tradição da prova, que este ano assinala 95 anos de história e a realização da 55.ª edição. Entre as novidades desta edição destaca-se o regresso da Joker Lap, um momento de pura estratégia e precisão onde cada decisão dos pilotos pode ser determinante. O desvio, que obriga os pilotos a contornar a rotunda da MCoutinho por fora do traçado normal, representa habitualmente uma perda de 2 a 3 segundos face a uma volta convencional, mas uma escolha no momento certo pode ser decisiva e influenciar o resultado final da corrida.

Para o Presidente da Câmara, contudo, a principal evolução está na capacidade da organização em reunir diferentes competições de elevado nível no mesmo programa, “a grande diferença é conseguirmos cruzar campeonatos de enorme exigência, como o TCR World Tour, com a grande grelha do Campeonato de Portugal de Velocidade e, ao mesmo tempo, com o Campeonato Nacional de Clássicos, que vive Vila Real de uma forma absolutamente extraordinária. Conseguir coordenar todas estas exigências e fazer com que todos se sintam acolhidos é muito relevante”, sublinhou.

Quanto ao futuro, Alexandre Favaios garante que a ambição passa por consolidar o modelo organizativo e continuar a elevar a qualidade do evento, “a ambição é sempre fazer mais e melhor. Queremos consolidar este modelo, compatibilizando todas as categorias que fazem parte do nosso circuito, mas também melhorar, de ano para ano, a segurança passiva do traçado. Essa é uma exigência determinante e pode abrir portas a novos desafios. Acima de tudo, queremos que todos os que hoje estão em Vila Real continuem a querer regressar, essa é a marca que gostaria de deixar”, concluiu.

Texto e fotografias: Bruno Taveira


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