O Circuito Internacional de Vila Real, que decorre entre sexta-feira e domingo, tem como pista ruas da cidade, mobiliza 1.500 pessoas na organização, atrai pilotos e visitantes, mexe com a economia e dá notoriedade à região.

Na cidade transmontana ultimam-se os preparativos para a 55.ª edição do Circuito Internacional, um evento que o presidente da câmara, Alexandre Favaios, disse que é “âncora” e “muito mais do que velocidade”.

Por estes dias decorrem as últimas montagens do circuito que tem um traçado de 4,6 quilómetros, com 24 curvas, estende-se pelas avenidas da Europa e de Osnabruck, segue por um troço da estrada 322, desce pelas ruas Vasco Sameiro (reta de Mateus) e Casimiro de Oliveira.

Estão também a ser colocadas as bancadas oficiais e as não oficiais, em andaimes, muros ou jardins, que se estendem ao longo do traçado.

Durante as provas, que começam às 08:00 de sexta-feira, aquelas ruas estão cortadas ao trânsito, mas há também condicionamentos em outros arruamentos da cidade.

Em Vila Real, são esperados cerca de 150 pilotos. O evento inclui 14 corridas de seis provas, entre elas o TCR World Tour, prova que substituiu a Taça do Mundo de Carros de Turismo, o Campeonato de Portugal de Velocidade e o Campeonato de Portugal de Clássicos.

“Vamos ter grelhas muitíssimo preenchidas, aliás, vamos ter pouco tempo de tempo livre em pista”, afirmou Alexandre Favaios.

O autarca disse que o maior número de pilotos que, ano após ano, quer correr em Vila Real tem levado a “uma maior exigência” na criação de condições para que “todos se sintam acolhidos”.

“Não é fácil, porque estamos a falar de uma malha urbana que é consolidada e de uma zona que não cresce, portanto temos que ir encontrando soluções alternativas e estamos a tentar compatibilizar os interesses das diferentes provas, das diferentes classes, para permitir que esta seja uma grande, grande festa”, referiu.

Este ano, segundo adiantou, foram investidos cerca de 200 mil euros no reforço de segurança passiva no circuito.

A organização do evento mobiliza de forma direta e indireta cerca de 1.500 pessoas, entre voluntários, forças policiais, bombeiros e outros.

Alexandre Favaios realçou que o circuito é desporto, mas é também economia, turismo, animação, identidade e representam notoriedade para a cidade e o concelho.

As corridas atraem visitantes a Vila Real e, segundo o autarca, mexam com a economia, designadamente com a hotelaria, a restauração e a cafetaria.

“Toda a região ganha uma outra vida durante este fim de semana”, realçou.

Alexandre Favaios perspetiva que o circuito atraia cerca de 200 mil pessoas ao longo do fim semana, um número que poderá estar dependente das condições meteorológicas, marcadas pelo calor intenso, e lembrou que os estudos de impacto económico apontam para um retorno de cerca de 15 milhões de euros de impacto direto para a região.

O evento inclui a iniciativa Mulheres no Desporto Motorizado, da Federação Internacional do Automóvel (FIA), dedicada à promoção da igualdade e da inclusão.

O programa FIA Girls on Track quer inspirar raparigas e jovens mulheres a descobrir oportunidades no automobilismo, desde a competição às áreas da engenharia, tecnologia, comunicação e organização de eventos.

No fim de semana, a animação concentra-se na praça do município com atuações de David Fonseca, The Gift, os DJ Kiss Kiss Bang Bang e Cura e na mostra de vinhos e gastronomia Wine & Food Circuit, promovido do Regia Douro Park.

Nesta mostra os visitantes poderão degustar vinhos das regiões do Douro e de Trás-os-Montes, provar iguarias como carnes tradicionais, covilhetes e doçaria conventual e contactar diretamente com os produtores da região.

Hoje vai ser inaugurada a exposição coletiva de fotografia dedicada ao Circuito Internacional, que reúne o olhar de vários fotógrafos sobre o evento e a sua história.

Na quinta-feira, realiza-se um desfile de carros de competição, seguido de uma sessão de autógrafos de pilotos.

Fotografia: Bruno Taveira



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