O município de Bragança apresentou hoje o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) para a próxima década, que visa reduzir o uso do automóvel e incentivar a mobilidade com transporte elétrico, a pé e de bicicleta.

Um estudo realizado para a elaboração do plano concluiu que, no concelho de Bragança, 74% da mobilidade é feita com automóvel, 4% com transportes públicos e o restante com transportes ativos.

O objetivo é reduzir o uso do automóvel e, para isso, o plano, desenvolvido por uma empresa com contributos dos moradores, recomenda a implementação de “40 ações distribuídas por quatro eixos”, sendo que algumas delas já estão a ser executadas, segundo revelou a presidente da Câmara, Isabel Ferreira (PS).

“A curto prazo já estamos a fazer, inclusivamente [algumas] sugestões que já constam deste plano de mobilidade urbana, como por exemplo a instalação dos 40 carregadores elétricos, que significa duplicar a capacidade instalada, (…) as melhorias todas nos transportes urbanos, no STUB [Serviço de Transportes Urbanos de Bragança], com a disponibilização da informação em tempo real, a sinalética ou a digitalização dessa informação”, referiu.

O plano prevê a criação de um observatório, a criação de planos para a comunidade escolar e para as diferentes zonas industriais, a elaboração de um plano de acessibilidade universal, a melhoria da rede ciclável, com a construção de mais 21 quilómetros (Km) de ciclovia, e a instalação de meios mecânicos para colmatar os desníveis da cidade.

No que diz respeito aos transportes públicos, além do estudo da reestruturação do STUB, que já está a ser feito, prevê-se a reativação da Linha Azul, que percorre a zona histórica com um autocarro de dimensões mais pequenas.

Serão ainda tomadas medidas com vista à “acalmia de tráfego” e reorganização de estacionamento.

Uma delas já está a ser implementada e vai manter-se no mês de outubro, que consiste no corte de trânsito na zona histórica da Praça da Sé, às sextas-feiras e sábados à noite.

Outra ação consiste na restrição da circulação motorizada e estacionamento no castelo, com a disponibilização de transporte, nomeadamente ‘tuk-tuks’ elétricos.

“O próprio plano também tem componentes e medidas que indicam precisamente modos de sinalética mais adequado, nomeadamente aqui na circulação urbana (…) Por exemplo, dentro das muralhas também vamos instalar um sistema de semáforos para que a entrada e a saída se faça só por aquela porta em arco”, adiantou Isabel Ferreira.

A autarca salientou ainda que o documento serve para o município se orientar “estrategicamente em matérias de mobilidade” e “estar habilitado para captar financiamento” para sua concretização, tendo “um horizonte a 10 anos”.



PARTILHAR:

Tunas rurais do Marão e Alvão já são Património Cultural Imaterial