As corporações de bombeiros de Izeda, em Bragança, de Sendim, em Miranda do Douro, e Torre de Dona, em Mirandela, vão passar a ser Posto de Emergência Médica (PEM) a partir de outubro, revelaram hoje as associações humanitárias.
No distrito de Bragança, dos 15 corpos de bombeiros apenas estes três não eram PEM, mas postos de reserva, ou seja, faziam emergências de Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) como qualquer outra corporação, mas o apoio dado pelo Governo era inferior.
Por mês, as corporações PEM recebem mais de 10 mil euros do Governo, o que permite pagar a tripulação, enquanto os postos de reserva recebem apenas os quilómetros feitos por serviço.
“Muda muita coisa, porque a verba que nos dão é para pagar o carro e os tripulantes da ambulância e até aqui tem sido pago às custas da associação”, afirmou o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Izeda, João Lima.
Esta já era uma reivindicação que fazia há “20 e tal anos”, uma vez que os bombeiros de Izeda fazem “três e quatro” serviços de emergência por dia, não só no concelho de Bragança, mas também nos concelhos vizinhos.
“Vamos aonde nos chamam, nós nunca negamos um serviço”, afirmou João Lima.
No entanto, para já, serão Postos de Emergência Médica apenas durante 12 horas, das 08:00 às 20:00, ou seja, irão receber metade da verba do Governo, sendo as restantes 12 horas custeadas pelas associações.
“Estamos a falar de mudança substancial, sobretudo a nível financeiro, nomeadamente a renda fixa mensal que antes não existia. […] Vamos ter de cumprir as 24 horas, mas pelo menos nestas 12 horas há aqui uma compensação que antes pura e simplesmente não existia”, salientou o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sendim, Ilídio Rodrigues, acrescentando que “a grande maioria das vezes” tinham “prejuízo com o serviço de INEM”.
As três corporações passam a PEM no dia 01 de outubro, mantendo-se o protocolo até ao final do ano. No início do próximo ano, o contrato poderá ser alterado e alargado.
“A partir de 31 de dezembro será assinado um novo protocolo e aí esperamos nós, como seguramente Izeda e a Torre de Dona Chama, passe do PEM12 para PEM24 [horas]. É isso que nós pretendemos e nós ansiamos”, defendeu Ilídio Rodrigues.
A Lusa tentou também contactar o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Torre de Dona Chama, mas sem sucesso.
Lusa