Decorreu no dia 20, na Biblioteca Municipal de Bragança, a apresentação do livro “ENTRE O DIA E A NOITE” o primeiro livro de Baptista Jerónimo com a presença do jornalista Carlos Magno e da presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, João Pinheiro da casa de Trabalho onde foi impresso o livro e ainda Paulo Preto com um excelente momento Musical logo a abrir.

Com mais de 200 pessoas presentes a apresentação iniciou-se com a Presidente de Câmara Isabel Ferreira, felicitando o autor pelo seu “primeiro livro, espero que o primeiro de muitos, e é com gosto que veja este espaço da Biblioteca Municipal de Bragança, tão cheia, que prova também a importância de apoiar os autores locais, porque a comunidade responde e responde com força, como se pode ver aqui. E posso testemunhar, que eu estava aqui com a doutora Ivona, responsável também da biblioteca, em lançamento de muitos livros, e por isso podemos dizer que é uma casa mesmo muito cheia.”

Isabel Ferreira continua dizendo “Pensar o território, as pessoas, as circunstâncias e os contextos sociais que mudam uma comunidade ao longo do tempo. Bragança é uma cidade viva e por isso tem múltiplas camadas de memória, e algumas são celebradas, outras são mais difíceis, mas todas fazem parte daquilo que somos. E o autor desta obra, sendo um romance, classificado por o autor, um romance de ficção, este é um exemplo, certamente, nesse espírito também de ficção, mas que tem efetivamente todas essas camadas de memória da nossa história coletiva.”

“Queria sublinhar, e esta era a mensagem principal, a importância dos autores locais todos eles, os que escreveram um livro os que escreveram dez livros mas o mais importante é esta produção cultural enraizada no território que reconhece as suas gentes, os seus silêncios e as suas perguntas e por isso são estes criadores, estes autores que muitas vezes com coragem e vigor contribuem para uma leitura mais consciente e informada da nossa identidade coletiva, … e por esta razão Bragança tem vindo a afirmar estas políticas públicas também de incentivo à cultura , apoio a criação, valorizar os criadores promover o acesso ao conhecimento e defender a liberdade artística, rematou a presidente de Câmara.

Se seguida usou da palavra o convidado especial Carlos Magno, jornalista como ele gosta de se identificar, nascido em Vinhais, criado em Bragança e Chaves, residente no Porto , mas sempre transmontano, teceu o elogio ao livro e autor dizendo que não podia resistir ao apelo, “o apelo de Bragança, para mim, é uma ordem” e felicitou a presidente da Câmara por estar presente “é um prazer tela aqui, tela ao vivo”.

Sobre o livro diz Carlos Magno “peguei o livro, e devo dizer-vos que é um excelente livro, fácil de ler, muito bem organizado, e com um belo título, a literatura começa onde acaba o jornalismo, dizem os velhos mestres que uma coisa é a realidade, e o jornalista precisa da realidade, eu vou começar por traçar a diferença entre o que é jornalismo e o que é literatura, para explicar que este é um grande livro, é uma ficção muito bem organizada, a partir de factos reais, como sabem, e eu começo por dizer que eu conheci bem, a Marta de Lac a que deu origem na revista Time, na capa da Time, ao céu gravado no meio de Bragança, que, como sabem, transformou Bragança numa cidade internacional.”

“Eu leio este livro como um livro de sociologia, e nesse sentido, sendo uma ficção que eu próprio assumo que é uma ficção, eu acho que ele mistura bem literatura, ficção, com uma sociologia de um tempo que passou e que nós ainda não digerimos. Este livro é que fala dos tempos cruzados. Aquilo que era uma sociedade em desenvolvimento, uma sociedade que recebia muitos imigrantes, uma sociedade que recebia retornados. É preciso ver tudo.” revela Carlos Magno.

Conclui Carlos Magno que “assistir já a muitas apresentações livros em cidades como Lisboa e Porto e ficou alegremente surpreendido com tanta assistência” e agradeceu à Presidente por estar presente e que “estou disposto com efeitos retractivos a dar a Bragança a alegria que Bragança me deu quando eu era um miúdo de 4 ou 5 anos”.

De seguida tomou a palavra João Pinheiro da Casa de Trabalho Dr. Oliveira Salazar – Patronato de Santo António, para agradecer a importância dos escritores locais apostarem na impressão local, como forma de ajudar a instituição que tem como missão: Promover e defender a vida e apoiar a familiar nas dimensões social, económica, afetiva, psicológica, valores essências na juventude e manter em funcionamento uma das melhores tipografias ainda em funcionamento.

Na sua intervenção, Baptista Jerónimo agradeceu aos intervenientes, Paulo Preto, Quinta dos Castelares nas pessoas de Manuel Joaquim Caldeira, Sandra Caldeira e Pedro Martins, família e a todos os presentes por terem respondido em massa ao evento. Sobre o livro não quis desvendar remetendo para as Notas do autor abrir o livro, onde se pode ler "o enredo tinha que dizer algo a Bragança, aos brigantinos, e retratar uma época que deixasse marca "Entre do dia e a noite” , é um romance intenso, onde a violência psicológica, física e emocional se cruza com temas como a prostituição, o sexo, a droga e o jogo, tratados sem tabus, num contexto recriado e lavado ao limite da imaginação” .

A terminar foi servido um Porto e Honra, pela Quinta de Castelares, com vinho do Porto, Champanhe e Rosé, diretamente de Freixo de Espada à Cinta, vinhos sublimes da região acompanhados pelo Serviço de Catering da Tasca Noz onde nada faltou.



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