O Instituto Politécnico de Bragança passa, a partir de 1 de agosto de 2026, a adotar a designação de Universidade Politécnica de Bragança, com a sigla UPB.

Esta alteração decorre da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior e traduz o reconhecimento da profunda evolução registada pelos institutos politécnicos portugueses ao longo das últimas décadas. A nova designação afirma a solidez científica que estas instituições alcançaram, o nível e a qualidade das formações que ministram e a relevância crescente da sua participação no sistema científico e tecnológico nacional.

As instituições de ensino superior politécnico são hoje instituições produtoras de conhecimento, responsáveis por investigação científica de elevado nível, pela formação avançada, pela inovação e transferência de tecnologia e pela criação de respostas qualificadas para os grandes desafios económicos, sociais e ambientais das suas regiões e do país. A adoção da designação de Universidade Politécnica constitui, por isso, o reconhecimento legal e institucional de uma realidade já plenamente consolidada.

Esta mudança reconhece igualmente o papel insubstituível desempenhado por estas instituições na coesão territorial. Pela sua implantação regional, capacidade de atração e qualificação de estudantes, ligação às empresas e às comunidades e contributo para a inovação e criação de emprego qualificado, as instituições politécnicas são atualmente o principal garante da presença do ensino superior, da ciência e da inovação em todo o território nacional.

No caso de Bragança, esta transformação representa o reconhecimento do estatuto de uma das Universidades portuguesas com maior impacto internacional, situando-se entre as Universidades portuguesas com melhor desempenho científico, como tem sido claramente demonstrado pelos principais rankings internacionais de Universidades.

Constitui um novo marco na história de uma instituição que construiu um projeto académico e científico de reconhecida qualidade, profundamente ligado ao território e, simultaneamente, aberto ao mundo.

A Universidade Politécnica de Bragança assume esta nova identidade preservando a sua história, os seus valores e o compromisso com os estudantes, com a região e com o país.

Com efeitos a partir de 1 de agosto, a identidade institucional e os símbolos do atual Instituto Politécnico de Bragança serão alterados, passando a ser utilizada, em todos os meios, documentos, plataformas e 1formas de comunicação, a designação:

Universidade Politécnica de Bragança – UPB. Esta alteração não encerra, contudo, o processo de evolução institucional em curso. O procedimento destinado à transformação da Universidade Politécnica de Bragança em Universidade encontra-se em desenvolvimento, na sequência da proposta apresentada pela instituição e do amplo consenso alcançado em torno desse objetivo.

Espera-se que este processo tenha o seu desfecho até ao final do corrente ano, abrindo uma nova etapa no desenvolvimento de uma universidade diferenciada, de matriz territorial, vocacionada para a inovação, para a cooperação internacional e para a produção de conhecimento com impacto na sociedade.


13 Institutos Politécnicos passam a ser Universidades Politécnicas

 O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) saudou hoje a mudança de 13 institutos politécnicos que em agosto passam a Universidades Politécnicas, reconhecendo-se assim a excelência das instituições.

Em causa estão os institutos politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu que agora passam a designar-se Universidades Politécnicas na sequência da revisão do diploma do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

As 13 instituições foram alvo de uma avaliação independente efetuada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que confirmou terem padrões de excelência e qualidade para passarem a Universidades Politécnicas.

A mudança de denominação não interfere com a natureza do ensino, que continuará a privilegiar a aprendizagem prática e aplicada, mantendo-se a sua ligação aos territórios e às necessidades do tecido económico e empresarial, segundo o CCISP.

No entanto, estas novas universidades politécnicas podem agora integrar cursos e unidades orgânicas que antes estavam reservados às universidades clássicas.

A outra grande mudança desta conversão dos institutos politécnicos está relacionada com a liderança das instituições: Os presidentes dos politécnicos passam a designar-se reitores das universidades politécnicas e são eleitos diretamente pela comunidade académica.



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