A presidente da Câmara de Bragança afirmou hoje que o eclipse total do Sol teve um "enorme retorno económico" para a região, tendo sido uma "excelente e merecida publicidade".
"O impacto foi muito significativo para a região, nomeadamente para a hotelaria, restauração, comércio local e divulgação do património", afirmou Isabel Ferreira, que assistiu ao fenómeno no aeródromo de Bragança onde, durante a tarde, estiveram milhares de pessoas.
A autarca revelou ainda que o alojamento local e a hotelaria esgotaram muito cedo na região, algo que foi muito positivo e importante para o setor.
"Seguramente, só em alojamento e hotelaria por noite foram mais de 300 mil euros", destacou.
Dizendo que Bragança foi a "capital do eclipse solar" em Portugal, Isabel Ferreira salientou que, esta designação, deu-lhe "uma merecida centralidade" no país que, muitas das vezes, não olha para o interior.
"Bragança merece esta centralidade porque tem recursos naturais, culturais e patrimoniais, aliás é uma zona privilegiada que deve ser conhecida", assinalou.
O eclipse total do Sol transformou o dia em noite em Bragança e o momento em que a luz deu lugar à escuridão, acompanhado de uma breve brisa, arrancou à multidão sorrisos, palmas, gritos e lágrimas.
À medida que a lua ia tapando o sol e o dia ia anoitecendo, as milhares de pessoas concentradas no aeródromo de Bragança iam mostrando mais entusiasmo e gritando "está quase" ou "já falta pouquinho".
Pouco depois das 19:30, e no momento em que a lua tapou o sol por completo, ouvia-se, entre a multidão, palavras como "uau", "brutal", "maravilhoso", "espantoso" ou "fantástico".
Em Portugal, o eclipse solar de hoje foi total (100%) apenas numa área restrita do Parque Natural de Montesinho, perto de Bragança.
No resto do país, o eclipse foi parcial, de entre 92% e 99% em todo o território continental e os 74% a 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Um eclipse total do Sol ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados, e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos.
Fotografia: António Pereira
Lusa