O candidato da Iniciativa Liberal ao município de Bragança, Nuno Fernandes, adiantou hoje, no arranque da campanha eleitoral, querer construir uma nova área empresarial e atrair mais empresas, criando postos de trabalho.

“A nova zona industrial foi criada no pior sítio possível, porque é uma zona habitacional”, criticou o candidato, explicando que “a rotunda de saída é inclinada e os camiões não conseguem sair”, o que significa que usarão a antiga avenida das Cantarias, o que leva “a congestionar mais essa estrada, a degradá-la e a criar confusão”.

Além disso, atualmente na “nova zona industrial estão disponíveis apenas pequenos lotes”, impossibilitando a instalação de grandes empresas. “Uma empresa que queira vir para Bragança não pode estar à espera de meio ano, um ano, para se instalar, tem de ser automático”, afirmou.

Assim, Nuno Fernandes defende a criação de uma “nova área de localização empresarial” a seguir à fábrica Sortegel, junto à autoestrada, em Sortes, num “espaço que é plano”, permitindo, desta forma, "criar muitos lotes, de grande dimensão", para "ir à procura de empresas ativamente".

O candidato da IL considera que para mudar o rumo de Bragança, que está “sem vida” e “sem movimento”, é preciso “ir à procura de empresas ativamente”, mas também trazer a ferrovia. “O comboio é sem dúvida uma das nossas maiores reivindicações, a linha Porto Bragança Zamora é a linha mais rentável”, defendeu, dizendo fazer pressão e exigir que seja feita.

Nuno Fernandes garantiu que esta é uma das soluções para desencravar Bragança. “Quando começar Porto-Lisboa, a seguir têm de vir para aqui. Esta tem de ser a segunda linha prioritária do país, para desencravar o interior do país, para desencravar Bragança e torná-la numa cidade atrativa e podes trazer essas empresas e as pessoas”, assegurou.

No entanto, o empresário e contabilista não está de acordo com a construção de um aeroporto regional, para transporte de passageiros e mercadorias, um projeto que já está a ser elaborado pelo atual executivo, pondo em causa a sua viabilidade. “Estamos a transformar um aeródromo num aeroporto, vamos gastar 38 milhões de euros, acho que as pessoas não têm noção do que são 38 milhões de euros, e ninguém sabe dizer o que é que pode lá funcionar”, lamentou.

Por isso, defende que o projeto terá de ser alterado: “Vamos saber das empresas, vamos saber o que é que fará sentido para nós. A partir daí vamos reformular o projeto, garantir a vinda das empresas e depois vamos fazer finalmente a obra”, disse.

Outra das promessas do candidato, ainda no que diz respeito à mobilidade, passa por facultar transporte gratuito até à zona industrial de Mós, onde trabalham cerca de “500” pessoas. O município já disponibiliza transporte para os trabalhadores da fábrica Faurecia, instalada noutra zona do concelho, e Nuno Fernandes quer que o serviço seja alargado, um processo que considera “demasiado simples para não estar já feito”.

O objetivo é reduzir o custo de vida dos trabalhadores. “Sabemos que na indústria as linhas de produção não pagam muito, portanto temos de simplificar a vida as pessoas e temos de lhes baixar o custo de vida”, vincou.

O candidato às eleições de 12 de outubro quer ainda criar um seguro municipal de saúde. Confrontado com a possibilidade de vir a substituir o SNS, Nuno Fernandes salientou que o importante é “resolver o problema das pessoas”.

Este ano é a primeira vez que a Iniciativa Liberal apresenta um candidato às eleições autárquicas em Bragança, que tem um executivo liderado pelo PSD (presidente, três vereadores com pelouro e um vereador sem pelouro). A oposição faz-se compor por dois vereadores sem pelouro do PS.



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