A futura A4, que será construída entre Amarante e a fronteira espanhola, passando por Vila Real e Bragança, poderá não ter portagens, no segundo troço, a partir de Vila Real e até à fronteira de Quintanilha.

A eventual SCUT (estrada sem custos para o utilizador) - noticiada, anteontem, pelo jornal \"Nordeste\" - ainda não está decidida, mas, segundo o deputado socialista do distrito de Bragança, Mota Andrade, \"ao contrário do que acontece no troço entre Vila Real e Amarante, que já está projectado, e perfeitamente definido que será um traçado completamente novo e com portagem, no troço entre Vila Real e a fronteira isso ainda está em estudo, pelo que essa possibilidade é verdadeira\", disse, ontem, ao JN.

O deputado socialista acrescenta, no entanto, que \"não vê qualquer problema se o troço vier a ter portagens, desde que o respectivo traçado não coincida em qualquer ponto com o actual IP4\". Uma ideia que defende para \"Bragança, Vila Real ou qualquer outro local do país\", acrescenta.

Jorge Nunes, presidente social-democrata da Câmara de Bragança, diz não ter \"qualquer informação nesse sentido\" (estrada em regime de SCUT) e estranha que \"tendo o secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, estado em Bragança na passada sexta-feira, não tenha dado qualquer informação nesse sentido\". Jorge Nunes afirma, também, que, \"a auto-estrada - em traçado completamente novo - deverá ter portagem, uma vez que ficará com uma boa alternativa, ou seja o IP4\". Jorge Nunes é um defensor do princípio do \"utilizador-pagador\", mas também não vê com bons olhos que \"o traçado não seja completamente novo\".

O secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, revelou, há dias, em Bragança, que \"a auto-estrada será construída através de uma única concessão\", sossegando receios levantados, nomeadamente, na Assembleia da República, pelos deputados do PSD dos dois distritos, que receavam que o concurso para construção e exploração não fosse apetecível de Vila Real para cima, dada a diferença de volume no tráfego. A primeira fase desta parceria público-privada avançará em 2007, entre Vila Real e Amarante, seguindo-se o troço Vila Real-Bragança. No que toca a este último, o governante anunciou que, \"em Setembro, será adjudicado um estudo para saber se a A4 nascerá num corredor paralelo ao IP4 ou se a auto-estrada será feita à custa da duplicação da actual IP\".

Uma fonte do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações contactada pelo JN avançou que, \"neste momento do processo, não é possível confirmar se a auto-estrada, entre Vila Real e Bragança vai ser em regime de SCUT ou não\".

Números

130

quilómetros sensivelmente, quanto medirá a futura auto-estrada entre Amarante e a fronteira de Quintanilha, em Bragança.

150

milhões é o valor que o Governo disponibiliza até final da actual legislatura para investir nessa estrada, quando só entre Amarante e Vila Real deverá custar cerca de 400 milhões.



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