João Baptista, antigo campeão nacional, era ontem um homem «muito feliz», lembrando que «todas as pessoas ligadas ao automobilismo, em Portugal, ansiavam pelo regresso das provas de Vila Real».

O \"novo circuito\" da capital transmontana tem provas agendadas pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, para os dias cinco, seis e sete de Outubro, para as quais já foram abertas as pré-inscrições. A autarquia e o Clube Automóvel de Vila Real (CAVR) vão investir um milhão de euros para garantir a segurança do traçado urbano, mantendo um pouco mais de metade do antigo circuito que atingia mais de sete quilómetros.

O evento pretende trazer à região cerca de 50 mil visitantes, sobretudo nos anos pares, quando irão decorrer dois fins-de-semana de corridas, com provas internacionais, o que acontecerá a partir do próximo ano. A pista vai ter 11 metros de largura, 20 curvas, duas \"chicanes\", e a maior recta terá cerca de 400 metros.

O vereador Domingos Madeira Pinto disse que \"os estudos apontam para um impacto na economia regional de 2,5 milhões de euros\". Aquele responsável acrescentou que \"parte das receitas líquidas vai reverter para instituições de solidariedade social, e por cada carro concorrente em cada ano, serão plantadas cinco árvores na cidade\".

Eduardo Passos, do CAVR, explica que \"o 40.º Circuito de Vila Real incluirá provas que vão desde os campeonatos nacionais de velocidade (PTCC), clássicos, clássicos de velocidade até 1300 centímetros cúbicos, Taça Nacional de clássicos, \"Open\", Desafio UNicO, Radical Challenge Ibérico, Vintage e Pós-Vintage (carros de 1920 a 1952), entre outros; sem esquecer uma corrida em memória de Manuel Fernandes\", o maior piloto vilarealense recentemente falecido.

As corridas de Vila Real começaram em 1931, com provas urbanas de automóveis e motos, por iniciativa de um grupo de amigos liderados por Aureliano Barrigas. Terminaram em 1991, por óbvia falta de segurança e devido à pressão urbanística. Em 1937 e 1938, chegou a ter entre os concorrentes, o cineasta Manuel de Oliveira (o irmão Casimiro de Oliveira era presença assídua). Nicha Cabral, Carlos Gaspar e Ni Amorim, entre os portugueses, e estrangeiros como Stirling Moss, David Piper ou Ronnie Peterson, foram alguns dos que marcaram presença nos anos mais gloriosos.



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