O cordeiro mirandês está em vias de fazer parte de um grupos de produtos originários da região do Nordeste Transmontano e certificados com Donominação de Origem Protegida (DOP). O processo de reconhecimento está em curso há cerca de seis anos, mas só agora é que a certificação se encontra na fase final.

O cordeiro mirandês resulta da criação de ovinos churros galegos mirandeses. Estes animais devem ser abatidos até aos quatros meses e não devem pesar mais de 20 quilos, sendo o rendimento por carcaça de 50% do peso total.

Após o reconhecimento oficial, será criada uma cooperativa para a comercialização do produto, que é uma referência gastronómica da \"Terra de Miranda\", quer seja assado no forno ou em ensopado. Pratos bastante procurados pelos espanhóis.

Segundo Manuel Fernandes, técnico da Associação de Criadores de Raça Ovina Churra Mirandesa, o processo de certificação para a obtenção de DOP está em fase de consulta pública e o pedido de protecção do Cordeiro Mirandês já foi publicado em Diário da República. \"Foi difícil chegar a esta fase do processo de reconhecimento, mas acreditamos que vai ser uma realidade\", acrescentou Manuel Fernandes.

Esta denominação poderá estimular a orientação dos criadores na produção de ovinos de raça churra.



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