Seis candidatos, de cinco partidos e de um movimento independente, estão na corrida à liderança do município de Bragança, para as autárquicas de 12 de outubro.
Nestas eleições, candidatam-se ao município de Bragança Paulo Xavier (PSD), Isabel Ferreira (PS), Nuno Fernandes (IL), António Morais (CDU), Fernando Afonso (Chega) e Manuel Vitorino (Movimento Independente Somos Bragança).
Paulo Xavier é o atual presidente da câmara. Durante mais de 10 anos foi vice-presidente do município, mas acabou por herdar o cargo de presidente, em 2024, depois de Hernâni Dias ter sido eleito deputado na Assembleia da República e ter integrado o Governo, enquanto secretário de Estado. Foi presidente da Junta de Freguesia da Sé, entre 1998 e 2013, quando integrou o executivo municipal.
É candidato pela primeira vez e quer apostar numa “plataforma trimodal” de mobilidade, com a ligação rodoviária Zamora-Quintanilha, a reconversão do aeródromo em aeroporto regional e ainda o regresso do comboio. O social-democrata acredita que vencerá as eleições e manterá a câmara de cor laranja, como já acontece desde 1997.
O PS decidiu apostar em Isabel Ferreira, com a expectativa de devolver a câmara aos socialistas. A ex-secretária de Estado de António Costa, ex-deputada do PS e investigadora do Instituto Politécnico de Bragança também se candidata pela primeira vez às autárquicas.
Isabel Ferreira defende a criação de projetos imateriais para a fixação dos jovens e desenvolvimento económico, como um programa de apoio ao investidor. “Sei que as pessoas querem que se fale em ferrovia, no aeroporto regional, no pavilhão multiusos (...), mas tão importante como a obra, e é o que Bragança está a precisar, é projetos imateriais”, explicou.
Pela primeira vez, a Iniciativa Liberal apresenta um candidato a Bragança: o contabilista Nuno Fernandes encabeça a lista do partido, com estratégias para o setor da saúde.
Uma das suas principais propostas é a criação de um Seguro Municipal de Saúde, focado, numa primeira fase, em primeiros diagnósticos de especialidades. Defende ainda a criação de um plano urbanístico para a cidade, a ser executado em 25 anos, com o objetivo de criar "uma cidade com mais verde integrado por toda a malha urbana, melhores condições para o estabelecimento de empresas de serviços dispersas pela cidade, aproximando a habitação e emprego, e mobilidade pensada para as necessidades efetivas da cidade".
Pela CDU, António Morais volta a candidatar-se a presidente do município, tal como em 2021. O sociólogo reformado defende a construção de uma estrada que ligue Bragança ao Planalto Mirandês. “Se uma estrada adequada fizer a ligação, facilita a circulação de pessoas e bens, por exemplo, transporte de doentes e criação de um transporte diário de autocarro”, explicou.
Também o Chega voltou a apresentar candidato a Bragança, desta vez Fernando Afonso. Licenciado em Comunicação Social, trabalha no ramo imobiliário e iniciou na política no CDS-PP, partido no qual foi militante e liderou estruturas da Juventude Popular.
Tem como objetivo “aproximar Bragança da competitividade ibérica” e “torná-la a capital do noroeste peninsular”, com “infraestruturas estruturantes, políticas sociais de integração e desenvolvimento de políticas económicas comerciais e industriais”. Tem como propostas a ligação à rede viária da Galiza e a ampliação, em quatro anos, do aeródromo municipal.
Há ainda um candidato independente, Manuel Vitorino. O advogado já se tinha candidatado à presidência do município em 2017, pelo PDR, conseguindo apenas 1,72% dos votos. Em 2021, também foi a escolha da concelhia do Bloco de Esquerda para encabeçar a lista à câmara, mas a distrital acabou por escolher André Xavier.
Agora, através do Movimento Somos Bragança, quer criar "uma terra onde dê gosto viver", apostando no saneamento, na ferrovia e rodovia, bem como na saúde. “Tem de haver um diálogo estreito e exigente com o Governo para que haja as valências necessárias no hospital. O executivo de Bragança tem a obrigação de zelar pelos interesses", referiu.
O atual executivo municipal é composto por sete membros, cinco do PSD, um deles vereador sem pelouro, e dois do PS, ambos vereadores sem pelouro.
A Assembleia Municipal é também liderada pelo PSD, com 24 mandatos, num total de 40 deputados. O PS tem 12 mandatos, o Chega tem três e o PCP-PEV tem um. A estes juntam-se os 39 presidentes de junta, todos do PSD.
Imagem: RTP
Lusa