Três instituições criaram o Prémio Conceição Martins, para reconhecer o trabalho de mulheres que contribuem para a educação ambiental e sustentabilidade, divulgou hoje uma das entidades organizadoras, explicando que as candidaturas já abriram.

Segundo um comunicado do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, Geota, o prémio, anual, é organizado pelo Geota, pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança (ESE/IPB) e pela Fundação Aga Khan Portugal.

“O prémio pretende reconhecer o trabalho de mulheres que contribuem para transformar práticas educativas, políticas públicas e comunidades através da sustentabilidade”, ao mesmo tempo que homenageia Maria da Conceição da Costa Martins, “figura maior da Educação Ambiental em Portugal”, diz-se no comunicado.

A primeira edição do prémio, de âmbito internacional, já tem as candidaturas abertas, (até final de janeiro de 2026), e segundo o Geota podem concorrer projetos implementados no âmbito da Educação Ambiental para a Sustentabilidade ou trabalhos académicos concluídos, incluindo teses, dissertações e relatórios de mestrado ou doutoramento.

“São elegíveis exclusivamente trabalhos e projetos coordenados ou realizados por mulheres, valorizando abordagens inovadoras, impacto social e ambiental, contributo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e para a Estratégia Nacional de Educação Ambiental 2030, bem como potencial de replicação e trabalho em rede”, esclarece o Geota no comunicado.

O prémio atribui 1.000 euros a cada vencedora mas podem ser atribuídos prémios especiais, sendo que as candidaturas são em português mas as autoras podem ser de outros países. A cerimónia de entrega será a 9 de março.

“Este novo prémio nasce do legado inspirador da Professora Conceição Martins. Acreditamos que reconhecer e apoiar o trabalho de mulheres na educação ambiental é essencial para acelerar a mudança que o país e o planeta exigem”, disse citado no comunicado o presidente do Geota, Américo Ferreira.

Conceição Martins, licenciada em Biologia, doutorada em Educação, foi professora da ESE/IPB e sua diretora e foi a primeira mulher presidente do Geota e fundadora da Associação de Defesa do Paúl de Tornada - PATO. Morreu em maio passado aos 61 anos.



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