Um antigo castro do período da Idade do Ferro localizado junto à aldeia de Soutelo, na serra de Montesinho (Bragança), foi transformado em curral para vacas. O monumento não está classificado, mas faz parte do inventário nacional dos sítios arqueológicos, além de ser o único povoado daquela época conhecido naquela área protegida.

Ao lado do castro foi instalado um coberto, com telhados de zinco, que serve de curral para várias dezenas de cabeças de gado bovino.

A situação é conhecida pela direcção do Parque Natural de Montesinho, que há cerca de três anos denunciou o caso ao Instituto Português do Património (IPA). A Câmara Municipal também conhece o assunto. O próprio proprietário das vacas e do terreno admite ter sido alvo de uma contra-ordenação, no valor de mais de 500 euros, por estar a realizar uma construção sem licenciamento. Ainda assim a construção seguiu em frente e mantém-se no local desde aquela época.

José Carlos Rodrigues diz que o caso está em tribunal e que aguarda uma decisão, afirmando que acatará o que as instancias judiciais determinarem. Aliás, diz estar disposto a chegar a um acordo, em troca de algumas contrapartidas, com as entidades competentes para retirar dali o curral.

O produtor de gado diz necessitar do espaço para apascentar os animais, cuja produção faz parte de um projecto instalado ao abrigo de fundos comunitários que tem a duração de cinco anos.

Segundo fonte do IPA o castro tem muito valor patrimonial e grande interesse histórico e arqueológico. Está implantado num esporão sobranceiro a um ribeiro que é afluente do rio Sabor e tem um sistema de defesa muralha, torreão, fosso e um perímetro sobrecircular.

Luís Pereira da delegação do IPA em Macedo de Cavaleiros, confirma que aquele organismo accionou os meios legais e que a autarquia actuou, mas que a situação se mantém pelo que numa segunda fase poderá avançar-se com um processo civil.



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Dorna

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