O município de Bragança divulgou hoje que quer dinamizar e valorizar o castelo e a cidadela com um projeto que visa atrair turistas, comerciantes, criar mercadinhos, reduzir trânsito e estacionamento, bem como reabilitar habitação para novos moradores.

O projeto “Viver as Muralhas” consiste num conjunto de medidas que serão implementadas por fases na cidadela, onde, além do castelo, está também o Museu Militar, a Domus Municipalis, o Museu da Máscara e do Traje, restaurantes, bares, uma igreja e também habitações.

De entre as várias medidas, uma consiste na redução do impacto do trânsito, que condiciona a visitação.

“O que nós queremos é de facto que a circulação, o estacionamento, se faça naquela zona de forma articulada e até olhar para o nosso parque de autocaravanas que também precisa de ser repensado, e, portanto, fazer isto de forma integrada”, explicou à Lusa a presidente da câmara, Isabel Ferreira, acrescentando que o trânsito poderá ficar condicionado em algumas zonas da cidadela.

Segundo a autarca, a visitação ao castelo também será assegurada por transportes elétricos e por um comboio turístico, numa parceria com a União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo.

A dinamização da cidadela passará também pela atração de agentes económicos, “mais vocacionados para o artesanato e para os produtos locais”, havendo a intenção de criar um mercado regular de artesanato a partir da primavera.

O município lançou ainda um concurso público, no valor de mais de 930 mil euros, para a reabilitação de seis casas na cidadela e próximas desta, que poderão servir para habitação social ou habitação a preços controlados.

Isabel Ferreira adiantou que vai ser submetida uma candidatura para financiamento das obras, que poderá chegar aos 85%.

As medidas a serem implementadas serão ainda definidas consoante reuniões entre o município, União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, entidades responsáveis pelo Museu Militar e pela Domus Municipalis, Polícia de Segurança Pública, Turismo do Porto e Norte de Portugal e Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança, mas também comerciantes e moradores.

A primeira reunião está marcada para 11 de setembro, para “diagnóstico da situação existente”, seguindo-se, mais tarde, “a preparação de um programa preliminar, com soluções alternativas, estimativa de custos, modelo de gestão e cronograma”.

Antes de avançar o projeto-piloto, disse, haverá ainda “uma fase de consulta e participação”.

Fotografia: António Pereira




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