O município de Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, vai investir mais de 1,1 milhões de euros na conservação da natureza e na paisagem protegida da albufeira do Azibo, através da criação de novos equipamentos, foi hoje anunciado.
Este investimento, financiado em 85% por fundos no Norte 2030, pretende atuar de forma integrada na ligação ecológica, no ordenamento dos acessos, na sinalização e comunicação deste ecossistema natural, balnear e agrícola do concelho transmontano, que recebe, em média, cerca de 200 mil visitantes por ano.
Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, disse que o objetivo da requalificação é aproveitar a parte lúdica das duas praias do Azibo, mas também a sua componente ambiental.
“Há uma ação importante neste investimento que passa por ligar o Azibo à cidade de Macedo de Cavaleiros, através de um novo corredor”, sublinhou o autarca social-democrata, referindo também que haverá “uma melhor organização do estacionamento nesta área”, com nova sinalética, que servirá para que as pessoas tenham noção “para onde podem ir” nesta área protegida.
De acordo com autarquia de Macedo de Cavaleiros, “esta intervenção procura ainda conciliar a proteção dos valores naturais com uma experiência mais informada e responsável, e ao mesmo tempo fazer a monitorização dos fluxos”.
A organização de acessos permitirá acompanhar a utilização deste espaço de lazer, ajustar respostas e reduzir conflitos entre a conservação, recreio e mobilidade, segundo a câmara.
Esta intervenção vai assentar em cinco pontos tidos como essenciais e que vão funcionar em rede, que passam por, entre outros, criar um corredor ecológico do Azibo, com a qualificação do percurso verde de Vale de Prados, com pontos de interesse, interpretação digital, contagem de utilizadores e gestão seletiva de acessos.
Outra das medidas é a criação de um centro interpretativo com conteúdos, suportes expositivos e equipamentos para aprofundar o conhecimento sobre os ecossistemas de água doce e paisagem protegida.
O estacionamento da praia da Ribeira com o ordenamento da circulação e do estacionamento, com soluções de integração paisagística e redução de pressão sobre áreas sensíveis, é outro ponto.
No apoio às visitas, está prevista a melhoria da sinalização, recolha de dados, mapa de apoio e ferramentas digitais para orientação e conhecimento. Haverá ainda a produção de conteúdos com vídeos e materiais destinados a sensibilizar os visitantes.
“Cada ação corresponde a uma necessidade concreta: interpretar, ligar, ordenar, sinalizar e comunicar. O essencial é que funcione como um sistema. Queremos tornar mais simples compreender o terreno”, disse a vice-presidente, Clementina Gamelgo, referindo que e importante “acompanhar a sua utilização com dados que apoiem decisões futuras”.
Esta intervenção tem conclusão prevista para novembro de 2027.
“A albufeira do Azibo começou a construir-se por volta de 1970 [do século passado] para ser destinada para a rega de campos agrícolas. Ao longo dos anos, este espelho de água transformou-se num dos pontos de lazer mais procurados do Nordeste Transmontano, dentro da bacia hidrográfica do rio Sabor, enquanto afluente do Douro”, explicou a autarca.
Fotografia: CMMC
Lusa