A aprovação, em Março de 2000, de uma Adenda à Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa sobre o dialecto sendinês e a criação de um movimento associativo mirandês, são actividades nas quais este professor assistente na Faculdade de Direito de Lisboa participou. O seu contributo está igualmente patente na elaboração dos programas de ensino da língua mirandesa para o primeiro e segundo ciclos do ensino básico, já apresentados ao Ministério da Educação.

O primeiro livro de Francisco Niebro, um pseudónimo do autor Amadeu Ferreira, intitula-se "Cebadeiros" e também ele foi escrito em mirandês e publicado na mesma colecção, destinada a obras escritas nesta língua. Em 1975, escreveu a peça de teatro "Oubreiros e Camponeses".

"Las cuntas de Tiu Jouquin" é um livro de contos que surge como homenagem à figura referida no título da obra, o Tio Joaquim, que era um grande contador de histórias que o autor conheceu em vida e que muito lhe ensinou. Quando o "Tiu Jouquin" faleceu, Amadeu Ferreira jurou que um dia havia de escrever e contar histórias como ele, e por isso escreveu este livro "como quem paga uma dívida velha, com mais de quarenta anos". Todos os contos apresentados são fruto da imaginação do autor, excepto o último, intitulado "Rabo-Rúcio i la Mierla", a história contada pelo Tio Joaquim de que ele mais gostava.

Este livro reflecte, através das personagens e do ambiente que as rodeia, o mundo herdado por Amadeu Ferreira através da sua vivência e das suas origens mirandesas. Por este motivo, "Las Cuntas de Tiu Jouquin" é uma obra que não só divulga a língua mirandesa, como traça o retrato de um povo e do seu modo de vida.



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