O Parque Natural de Montesinho (PNM) e Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) vão ficar sem directores. A nova lei orgânica do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) deixa as duas maiores áreas protegidas do país sem qualquer responsável directo na gestão. A medida foi aprovada pelo Governo, mas os autarcas contestam a decisão e exigem a suspensão da portaria que determina este esvaziamento.

Com a reorganização, o PNM e o PNDI ficam agrupados no departamento do Norte que junta ainda o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) e os Parques Naturais do Litoral Norte e do Alvão. Este departamento terá uma direcção sedeada em Braga que vai ser dirigida por Henrique Pereira, o actual director do PNPG.

Cada uma das restantes áreas protegidas fica com uma chefia de divisão, excepto as duas do distrito de Bragança. Em breve os actuais directores do PNM e do PNDI, Jorge Dias e Vítor Baptista respectivamente, deverão abandonar o cargo. Ao que o DN apurou será o chefe do Parque Natural do Alvão, em Vila Real, a fazer a ponte entre os directores do departamento do Norte e estas áreas protegidas.

Os autarcas exigem a suspensão da portaria que determinou a perda de chefias locais. Os doze municípios que integram as áreas protegidas do Norte reuniram-se para tomar uma posição, num encontro promovido pela câmara de Vinhais. Esta autarquia ficou incumbida de elaborar um documento, já enviado ao ministro do ambiente.

Na carta, os autarcas exigem a imediata suspensão desta nova lei orgânica do ICNB. Contactado pelo DN, o presidente da câmara de Vinhais e representante das autarquias na comissão directiva do PNM, não quis prestar qualquer declaração sobre o assunto. Foi dado o prazo de uma semana ao Governo para responder aos autarcas que prometem medidas drásticas se as suas reivindicações não forem atendidas.|



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