A Autoestrada Transmontana abre hoje mais 18 quilómetros ao tráfego, no distrito de Bragança, prevendo-se que a via esteja concluída em toda a extensão até final de agosto, anunciou a concessionária.

O diretor geral da Autoestradas XXI, Rodrigues de Castro, disse aos jornalistas que hoje entra em serviço o sublanço entre os nós da Amendoeira, em Macedo de Cavaleiros, e Santa Comba de Rossas.

Com esta abertura fica totalmente concluída a via no território correspondente ao distrito de Bragança.

Depois, na sexta-feira, deverá abrir o troço correspondente a Vila Real Sul.

Segundo Rodrigues de Castro, fica apenas por ligar o sublanço, onde se insere o viaduto do Corgo, que está dependente da conclusão da construção do nó de Parada de Cunhos.

Este nó estava inicialmente incluído na concessão da Autoestrada do Marão mas que, devido à paragem da obra há dois anos, passou para a Autoestrada Transmontana.

De acordo com o responsável, esta autoestrada deverá abrir em toda a extensão até ao final de agosto.

A «Transmontana» ficará concluída com um ano de atraso relativamente ao prazo inicialmente estipulado, que era setembro de 2012.

Entretanto, têm surgido algumas queixas por parte de automobilistas relativamente a abatimentos na estrada, em troços já abertos ao tráfego, nomeadamente entre Murça e Mirandela.

Rodrigues de Castro reconheceu estes \"percalços\" na nova autoestrada e justificou-os com as condições atmosféricas que se faziam sentir quando a obra foi feita. \"Estamos a falar do inverno, altura do ano pouco propícia para esse tipo de obra\", referiu.

O responsável salientou que os troços onde se verificam os abatimentos estão \"devidamente sinalizados\" e disse que as situações estão a ser estudadas e monitorizadas, para ver qual a evolução do assentamento.

\"Há situações que estamos a reparar mais superficialmente e outras mais profundamente, em função das situações que nos obrigaram a tal retificação\", sublinhou.

A Autoestrada Transmontana foi construída no âmbito de uma parceria público privada adjudicada, em 2008, ao consórcio liderado pela Soares da Costa, com um custo de 510 milhões de euros.

A denominação que os automobilistas encontram nas placas informativas é A4, já que a via corresponde ao prolongamento da autoestrada que já liga o Porto a Amarante.



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