O Festival D’Onor regressa entre 17 e 19 de julho a Rio de Onor, aldeia metade portuguesa, metade espanhola, promovendo o envolvimento das comunidades, tradições e cultura dos dois lados da fronteira, revelou, à Lusa, a organização.

Esta pequena aldeia do concelho de Bragança, que durante o ano tem cerca de 30 habitantes, transforma-se durante estes dias, com o regresso dos filhos da terra, que abrem as portas das suas casas, na tradicional ronda das adegas, uma das grandes atrações do festival, que acontece sempre ao sábado.

“É uma das coisas que não tem descrição. Eu que já passei bastantes rondas das adegas, o formato é sempre o mesmo, o que conta depois é o coração das pessoas, o bem receber que aqui temos, marca a diferença completamente. Entra aqui numa adega e sente-se em casa. É algo que não se explica, sem ser vivenciado”, realçou Rúben Monteiro, presidente da Montes de Festa- Associação.

Espera-se que nesta edição, que é já a oitava, estejam abertas 20 adegas, das quais cinco serão no lado espanhol da aldeia, em Rio de Honor, que também está “completamente envolvida” no festival.

Com “muita música à mistura”, gaitas de foles e pequenos concertos ao longo da aldeia, os visitantes andam de casa em casa, onde lhes é dado de beber e de comer.

Este ano haverá uma novidade. “Este ano tem a particularidade que vai terminar com um concerto em Rio de Honor espanhol”, adiantou à Lusa Rúben Monteiro.

À noite haverá os habituais concertos, com música tradicional da gaita-de-foles, música mais contemporânea e uma mistura de música eletrónica com tradicional.

Esta edição são cabeças de cartaz Edmundo Inácio, Kumpania Algazarra e o Dj Omiri,

No ano passado, durante os três dias do festival, passaram por Rio de Onor cerca de oito mil visitantes, sendo que só no sábado, o dia que junta mais gente, devido à ronda das adegas, a organização contabilizou seis mil pessoas.

“A estrutura do festival já é difícil de caber nela própria, ou seja, na aldeia”, admitiu a organização.

Rio de Onor caracteriza-se, não só, por ser uma aldeia transfronteiriça, mas pela sua beleza natural, numa harmonia entre o rio e a floresta, em pleno Parque Natural de Montesinho. Muitos visitantes acampam nestes dias.

Segundo Rúben Monteiro, neste momento, o parque de campismo já tem reservas de campistas de Madrid, do Porto, de Zamora, de Sanabria.

O Festival D’Onor representa um investimento de 30 mil euros, o maior de sempre, com o apoio de diversas entidades, mas segundo a associação Montes de Festa “o maior apoio para isto acontecer é a comunidade local em si”.

“Isto não acontece pelo apoio monetário, acontece pela envolvência das comunidades, sem isso não seria possível”, rematou Rúben Monteiro.

A entrada no Festival D’ONOR é gratuita e livre.


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