Cerca de 150 pessoas mobilizadas pela associação «Foz CÎa Friends» manifestaram-se este sábado no Porto em defesa da reabertura do troço da linha ferroviária do Douro entre Pocinho e Barca dAlva.

O troço está fechado desde 1987, o que neste momento «não se justifica», disse à agência Lusa José Ribeiro, da «Foz CÎa Friends», sublinhando o crescendo de oferta turística e cultural do Alto Douro Vinhateiro e a oportunidade de fazer escoar mercadorias de Castela-Leão por via ferroviária até ao porto de Leixões.

José Ribeiro destacou que a reabertura da linha permitiria atrair mais gente ao Parque Arqueológico do Vale do CÎa, considerado Património da Humanidade, ao museu que ali abriu no ano passado, ao Centro de Alto Rendimento de Remo, em construção no Pocinho, \"que será um dos melhores da Europa\", bem como aos novos mil hectares de vinhas de benefício.

O activista da \"Foz CÎa Friends\" explicou que existe abertura por parte das autoridades de Castela-Leão para reabilitar um troço ferroviário em mau estado da fronteira até Fuente de San Esteban, sendo necessário fazer o mesmo entre Pocinho-Barca dAlva para fomentar o transporte ferroviário de mercadoria espanhola para o porto de Leixões.

Reabrir a linha seria, do ponto de vista de José Ribeiro, \"não deixar cair uma região que está a tentar renascer através do turismo e do património\" e servir melhor todo o eixo Porto/Castela Leão, onde residem 2,6 milhões de habitantes.

Os manifestantes chegaram ao Porto de comboio, desembarcando na estação de S. Bento, e rumaram à praça General Humberto Delgado, onde exibiram faixas e promoveram momentos de animação com a actuação de um rancho folclórico.

Os comboios deixaram de circular no troço da linha do Douro entre Pocinho e Barca DAlva (28 quilómetros) em 1987, um século após a conclusão da ferrovia.

A 27 de Agosto de 2009, a antiga secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino anunciou que o troço Pocinho-Barca de Alva iria reabilitado e reutilizado.

A ex-governante explicou então que o troço iria ser utilizado numa primeira fase apenas por composições para turistas, mas admitiu que posteriormente reatasse o serviço normal. Disse mesmo que o Governo português teria garantido 25 milhões de euros para a reabilitação do troço, esperando ainda o contributo de fundos comunitários.

\"Esperamos que a promessa seja cumprida e agora, mais do que nunca, é que se justifica\", sublinhou José Ribeiro, frisando que \"é nos momentos de crise que devemos pensar nas melhores hipóteses de reinvestimento\".



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