A CDU de Bragança justificou, hoje, em plenário, a diminuição de votos e a perda do único deputado na Assembleia Municipal, nestas eleições autárquicas, com o "voto útil" e com a "bipolarização" do eleitorado.
À câmara municipal, conseguiu apenas 0,79% dos votos, quando há quatro anos tinha conseguido 2,22%. Na Assembleia Municipal teve 2,22% da votação, mas há quatro anos teve 2,92%. Por quatro votos, a CDU não conseguiu eleger um deputado.
É a primeira vez que a CDU deixa de ter qualquer deputado na Assembleia Municipal de Bragança desde 1976.
No mandato 2021-2025, a CDU representava-se pelo deputado José Castro na Assembleia Municipal, que se recandidatou ao cargo nas eleições de 12 de outubro.
Depois do plenário realizado, hoje, com os militantes do PCP, José Castro adiantou, em declarações à Lusa, que a "principal causa foi a bipolarização" do eleitorado, devido à luta entre o PS e o PSD.
"Julgo que muito do eleitorado da CDU, de uma forma livre, se deslocou para um desses blocos", referiu.
Um resultado que, disse, não ser o esperado.
"De certa maneira surpreendeu-nos, sobretudo porque durante a campanha encontrámos muita simpatia e reconhecimento pelo trabalho que fizemos durante o mandato", referiu, salientando que a CDU era a "única força que ia ao encontro aos reais problemas das pessoas".
Apesar de não ter conseguido ser eleito deputado, José Castro garantiu que continuarão a fazer intervenções na Assembleia Municipal, agora na hora dedicada para intervenção do público.
Uma das propostas apresentadas pela CDU, que se destacou no último mandato, e que teve aprovação da Assembleia Municipal, foi a disponibilização de transporte público municipal gratuito para os trabalhadores da Faurecia, uma fábrica de componentes de automóveis que fica afastada do centro da cidade de Bragança.
Foto: CDU
Lusa