O Ministério Público pediu ontem uma pena de 18 a 19 anos de prisão para o montenegrino que alvejou a tiro uma mulher em Bragança, enquanto a defesa admite uma condenação inferior a metade.

Nas alegações finais do julgamento, acusação e defesa divergiram também no destino do arguido depois de cumprida a pena, com o Ministério Público a pedir a expulsão para o país de origem e a defesa a sua reintegração na sociedade portuguesa.

A mandatária da vítima, a advogada Maria Henriqueta pediu hoje ao tribunal que considere procedente o pedido de indemnização civil superior a 30 mil euros para ressarcir os danos causados à cliente e ao marido. A sentença será conhecida a 20 de Julho e o arguido foi dispensado de estar presente, por, apesar de se encontrar em prisão preventiva, estar a trabalhar num estabelecimento prisional do Porto.

O montenegrino disparou, segundo a acusação, pelo menos nove tiros, cinco dos quais atingiram a mulher, uma portuguesa com quem terá mantido uma relação amorosa. O arguido disparou ainda em direcção à polícia que o cercou num local onde se barricou durante várias horas, depois de ter alvejado a vítima numa rua de Bragança, a 17 de Julho de 2006.

O procurador Nuno Gonçalves disse terem ficado provados os oito crimes de que o montenegrino está acusado, contra a vítima e contra as autoridades, e pediu condenações que totalizam 38 anos de cadeia, superiores à pena máxima de 25 anos.

Considerou, no entanto, admissível que, feito o cúmulo jurídico, seja aplicada uma pena única de 18 a 19 anos de prisão. Por seu turno, o advogado de defesa, Guedes de Almeida, entende que a maioria dos crimes não ficaram provados e pede menos de metade do proposto pelo Ministério Público.



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