Um choque em cadeia envolvendo seis viaturas provocou onze feridos, alguns dos quais encarcerados, e dois carros em chamas, um dos quais carregado de materiais perigosos, mobilizando, ontem, numa localidade galega junto à fronteira com Chaves, meios de socorro dos dois lados da fronteira. O grave acidente não passou, contudo, de uma simulação. A primeira entre Portugal e a Galiza.

Hoje, a cooperação entre entidades portuguesas e galegas no que toca a situações de emergência continua, mas num plano mais teórico, com a realização de um conjunto de palestras sobre o tema, no Auditório Municipal de Chaves.

Ontem, os resultados preliminares do exercício dividiram dirigentes galegos e portugueses. \"Os tempos foram cumpridos satisfatoriamente. As previsões do simulacro funcionaram bem, o trabalho dos serviços portugueses e galegos foi cronologicamente perfeito, evacuaram-se as vítimas…\", referiu, no final do exercício, o director- -geral de Protecção Civil da Junta da Galiza, António Espinosa, lembrando, contudo, que, só hoje, seria feita uma \"avaliação técnica mais sustentada\".

No entanto, o número dois do Centro de Coordenação Distrital de Protecção e Socorro de Vila Real, Almor Salvador, tem uma opinião diferente. \"Houve bastantes falhas\", disse, criticando, sobretudo, o facto de não ter sido garantido o \"perímetro de actuação dos bombeiros\", nomeadamente no que diz respeito ao incêndio da viatura com materiais perigosos, que, segundo Almor Salvador, não estavam identificadas. \"As simulações têm que ser o mais real possível\".

A iniciativa ocorreu no âmbito da cooperação transfronteiriça do programa comunitário Interreg e integra um projecto mais vasto, no valor de seis milhões de euros, que permitiu dotar de equipamento (ambulâncias e carros de incêndios) corporações dos dois lados da fronteira.

Do lado português, além das duas corporações de bombeiros da cidade de Chaves, participaram os bombeiros de Vidago, Vinhais e a GNR.



PARTILHAR:

Parceria entre as duas cidades

Caiu da varandae morreu