O julgamento de 15 indivíduos, suspeitos de crimes de tráfico de droga agravados e de, alegadamente, pertencerem a uma rede que operava em vários concelhos do sul do distrito de Bragança, começou em Macedo de Cavaleiros. A sessão esteve rodeada, anteontem, de fortes medidas de segurança, com todo o perímetro do tribunal vedado à circulação e com a presença de vários agentes da autoridade.

Dez dos suspeitos, oito homens e duas mulheres, encontram-se em prisão preventiva desde Janeiro de 2006; quatro estão em liberdade, mediante termo de identidade e residência; e uma mulher esteve ausente por estar doente em fase terminal.

A maior parte está detida desde que a GNR procedeu a uma mega-operação, designada \"Código Sabor\" desencadeada nos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros e Vila Nova de Foz CÎa (Guarda). As autoridades realizaram várias buscas domiciliárias em residências, na sequência de investigações e escutas telefónicas realizadas durante cerca de dois anos. Nas rusgas foi apreendido diverso material supostamente relacionado com o tráfico de droga, designadamente 12 viaturas, três pistolas e três caçadeiras, várias munições, quatro quilogramas de ouro, vários telemóveis, oito mil euros em dinheiro e várias doses de heroína e cocaína.

Apenas três dos 14 arguidos presentes na sessão se dispuseram a prestar declarações na audiência, os restantes prescindiram de fazer depoimentos, o que levou o Ministério Público a propor que os suspeitos fossem ouvidos sem a presença dos demais para que pudessem prestar esclarecimentos sem constrangimentos, para a descoberta da verdade. Ainda assim, o primeiro dos suspeitos que falou, quis fazê-lo na presença de todos.



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