O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje “equilibradas” e “coladas à realidade” as mais recentes medidas de combate à pandemia Covid-19 adotadas pelo Governo, e disse que enfrentar a pandemia exige convergência.

“O que eu posso dizer é que, por exemplo, em relação às medidas de ontem tomadas pelo Governo, pareceram-me muito equilibradas e até fazendo um grande esforço de colagem à realidade, procurando fórmulas em temas sensíveis como a restauração, por exemplo”, afirmou.

O Presidente da República falava em Trás-os-Montes, à margem de um dia de homenagem àquele que foi considerado o pai da agricultura transmontana, o engenheiro Camilo Mendonça, que era também padrinho de batismo de Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre a atualidade nacional, o chefe de Estado considerou que, em relação à pandemia, há nas últimas decisões do Conselho de Ministros "passos que são dados no mesmo sentido, em convergência”.

“Como é natural no caso da pandemia, enfrentar a crise pandémica exige convergência, não exige, nem aconselha, divergência”, salientou.

Para o chefe de Estado, são “medidas novas e, como todas as medidas, têm de ser testadas, experimentadas na sua execução, mas que revelam uma procura de soluções diferentes que tomam em consideração a realidade”.

“Como é que vamos tentar fazer funcionar isto, salvaguardando a saúde pública ao mesmo tempo”, é a questão que o Presidente da República coloca.

Marcelo disse que acertou com o primeiro-ministro uma reunião para 27 de julho “para fazer o balanço da situação epidemiológico e sanitária neste mês de julho e olhar para agosto e fazer a projeção para agosto”.

Sobre um novo estado de emergência já disse o que pensava: “olhamos para os números, os números ainda hoje mostraram que, naquilo que é muito importante para a vida dos portugueses, há uma relativa estabilidade no número de mortes e há uma dimensão também, até agora, estável nos internados e nos cuidados intensivos”.

Sobre artigos nos jornais sobre as relações entre o Presidente da República e o primeiro-ministro, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não comenta comentadores.

O chefe de Estado recusou também pronunciar-se sobre os mais recentes casos nacionais relacionados com a Justiça, reiterando que não comenta processos judiciais concretos.



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