A deputada Manuela Tender encabeça a lista do Chega à Câmara de Chaves e quer mudar o paradigma na governação local, promover a transparência e contribuir para desenvolvimento e afirmação do concelho do distrito de Vila Real.
“A prioridade da minha candidatura é contribuir para o desenvolvimento e afirmação do concelho de Chaves a nível regional, nacional e internacional, fazendo de Chaves uma referência de modernidade e qualidade de vida”, afirmou hoje a candidata à agência Lusa.
Mas, Manuela Tender disse que quer também “mudar o paradigma de governação local, combatendo o clientelismo e a corrupção, promovendo a transparência e a prestação de contas e valorizando o mérito e a competência em vez do cartão partidário, como tem sido feito pelo atual executivo, que tem privilegiado a contratação de pessoas do partido e até de familiares de membros do executivo”.
“Chaves já foi referência no Alto Tâmega e no Norte e comigo na liderança do executivo voltará a ser”, garantiu a candidata, de 54 anos, que voltou a ser eleita deputada na Assembleia da República nas últimas legislativas.
Mais do que “promessas vãs que ficam depois por cumprir”, apontando críticas nesse sentido ao presidente da Câmara de Chaves, Manuela Tender disse que “importa definir prioridades de ação e compromissos com os flavienses”.
“O meu compromisso é fazer de Chaves um concelho mais desenvolvido e coeso, com igualdade de oportunidades para todos, e dotar o concelho de equipamentos desportivos, sociais e culturais colocados em diversas freguesias de forma a torná-los acessíveis a todos”, frisou.
O Chega propõe também requalificar as estradas degradadas do concelho, melhorar acessibilidades entre as aldeias e a cidade, e garantiu envidar “todos os esforços no sentido de conseguir trazer de novo a ferrovia a Chaves, usando de toda a influência e pressão junto do Governo para repor a Linha do Corgo que ligue por comboio Chaves, Vila Real à Régua”.
Manuela Tender quer valorizar o rio Tâmega e as suas margens, colocar a eurocidade Chaves – Verín no centro da defesa e despoluição do rio, juntamente com todas as entidades parceiras que viabilizem a sua utilização para fins balneares a curto prazo.
Pretende ainda transformar o “centro histórico num centro nevrálgico, vibrante, atrativo e competitivo e implementar no concelho o projeto de uma loja de cidadão móvel que leve aos cidadãos das aldeias serviços públicos” e, entre os projetos do Chega, estão ainda requalificar e construir equipamentos desportivos em diversos espaços do concelho e fazer um pavilhão multiúsos para feiras, eventos e concertos.
O hospital de Chaves é também uma preocupação, com a candidata a garantir que vai lutar pelo reforço das valências, designadamente na urgência médico-cirúrgica, e pela reposição ou reforço de especialidades médicas fundamentais, bem como pela criação de projetos de acompanhamento dos idosos e de proteção da saúde física e mental e das famílias mais vulneráveis ou com cidadãos deficientes a cargo.
Se for eleita presidente da câmara, Manuela Tender garantiu que assumirá “com muita honra e particular sentido de compromisso e responsabilidade essas funções”, apesar de considerar “gratificante representar” os seus concidadãos no parlamento, onde preside à Comissão Parlamentar de Educação e Ciência.
A candidata é professora e formadora de professores, presidente da Comissão Política Distrital de Vila Real do Chega, atualmente é deputada da Assembleia da República eleita nas listas deste partido, mas já foi também deputada eleita pelo PSD.
São candidatos à Câmara de Chaves nas eleições de 12 de outubro Nuno Vaz (PS), Marcelo Delgado (coligação PSD, CDS-PP e a Iniciativa Liberal), Manuel Cunha (CDU) e John Alves (movimento independente Plano C).
O PS, com Nuno Vaz, ganhou as eleições para o município em 2021 com 54,55% dos votos, reunindo as preferências de 12.989 eleitores e obtendo quatro mandatos. O PSD conseguiu três mandatos, correspondentes a 8.674 votos (36,43%), e a CDU ficou em terceiro lugar, com 760 votos (3,19%).
Lusa