Benjamim Rodrigues, candidato do PS e atual autarca de Macedo de Cavaleiros, disse, hoje, que ficou surpreendido por ter perdido e que a vitória do PSD foi paradoxal.

À Lusa, Benjamim Rodrigues, referiu que viu o resultado “de forma surpreendente, principalmente pela diferença de votação que houve na cidade”.

Disse ter feito um “trabalho fantástico” em infraestruturas básicas para a população, nomeadamente no que toca às perdas hídricas, mas os investimentos não foram suficientes para lhe dar vitória, e “de forma paradoxal a cidade foi perentória”.

O médico socialista justificou a derrota com a aproximação do candidato social-democrata com o eleitorado mais jovem.

“É difícil perceber. A interpretação que faço é que o novo presidente fez um trabalho de grande proximidade com os jovens, sendo ele também mais jovem e, de facto, refletiu-se”, referiu.

Ainda assim, sublinhou que no seu último mandato houve a maior aposta de sempre na juventude, mas os jovens não votaram a favor do PS e Benjamim Rodrigues admite que estes resultados podem ter sido votos de protesto, por uma equipa mais jovem.

Reconhece também que ter feito parte das listas legislativas, em 2024, pelo PS, podendo ser eleito deputado na Assembleia da República, possa ter pesado na decisão dos macedenses.

“Houve críticas, mas da minha parte houve intenção de ajudar o partido, mas acredito que também possa ter influenciado”, referiu.

Benjamim Rodrigues adiantou que na noite de domingo, quando a contagem estava a “um terço”, já sabia que ia perder e parabenizou Sérgio Borges.

Em 2017, o socialista também tinha tirado a câmara ao PSD, que governava Macedo de Cavaleiros desde 2001.

Sérgio Borges, candidato da coligação PSD/CDS-PP, devolve assim a câmara aos laranjas.

Os macedenses deram a vitória ao ex-presidente da Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, que venceu com 49,43% dos votos, enquanto o PS se ficou pelos 44,52%.

Contactado pela Lusa, o vencedor até ao momento não respondeu.

Foto: DR



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