Os espaços selvagens são a base para a confeção de diferentes pratos que podem ser degustados, no domingo, no Festival dos Espargos Selvagens, que acontece em Santa Comba da Vilariça, concelho de Vila Flor, revelou, hoje, a organização.
Os espargos selvagens são colhidos no Vale da Vilariça, junto a oliveiras e caminhos da terra, onde crescem espontaneamente após as primeiras chuvas da primavera.
“As pessoas juntam-se, muitas ajudam-nos e entregam-nos os espargos. Uma dúvida que é curiosa - e muita gente de fora, quando nos visita, pergunta - é se os espargos são mesmo selvagens e sim, são todos do Vale da Vilariça e são todos selvagens”, contou, à Lusa, o presidente da Associação Villaricia, Nuno Bento.
Segundo Nuno Bento, nesta região transmontana, as pessoas costumam apanhar esta iguaria e confecioná-la diariamente, uma tradição da qual se lembra desde pequeno e que remonta a memórias com os avós.
O espargo selvagem é mais fino e escuro, com sabor mais intenso e ligeiramente amargo, comparativamente ao espargo cultivado, e é rico em antioxidantes, vitamina C, ácido fólico e fibras.
Este ano, graças à chuva intensa, não faltarão para aquela que é a sexta edição do Festival dos Espargos Selvagens, que é já no domingo.
“Temos as omeletes de espargos, o arroz de espargos, o ensopado de espargos, toda a gastronomia presente no festival contém espargos”, disse.
Em terras de enchidos, também haverá alheira de espargos. Tudo isto acompanhado com carne grelhada e ainda sobremesas.
Para já, estão inscritas cerca de 150 pessoas, mas a organização espera chegar às 200 inscrições. “Muita gente vem uma vez e para os próximos anos marcam sempre. A maioria das pessoas não são pessoas da terra, são pessoas de fora”, rematou Nuno Bento.
Animação também não faltará com o grupo de gaiteiros Os Roleses, de Urrós, Mogadouro.
Lusa