No entanto, a investigação revela também que existem outros produtos transmontanos com a mesma denominação que ainda são desconhecidos do grande público. Como exemplo citam a castanha da Padrela, o cordeiro bragançano, ou o mel de Barroso.

Outra das conclusões dos responsáveis pelo estudo, intitulado "Estratégias para a Valorização dos Recursos Endógenos Agroalimentares da Região de Trás-os-Montes", é a de que os produtos tradicionais com Denominação de Origem Protegida ainda estão longe de atingirem o seu potencial comercial. Em declarações ao jornal "Público" Mário Sérgio e Luís Tibério afirmam mesmo que "o problema que enfrentam os produtos não é o da falta de potencialidades para a sua afirmação no mercado, mas sim da falta de divulgação das suas características junto dos consumidores".

Para suprimir esta falha, os docentes aconselham uma estratégia virada para a divulgação dos benefícios destes produtos junto dos consumidores, nomeadamente através de campanhas de informação de carácter nacional, acções de relações públicas , organizadas pelos agrupamentos de produtores, e acções de promoção dirigidas aos distribuidores e uma maior cobertura dos canais de distribuição.

O estudo da UTAD foi feito com base num inquérito e entrevistas pessoais realizados a 400 agentes económicos, nomeadamente a retalhistas e operadores de restauração.



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