Os produtores de leite do Planalto Mirandês declararam-se hoje preocupados com os efeitos da seca no setor, admitindo a redução em cerca de um terço da atual produção, estimada em 45 mil litros/dia.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Produtores de Leite do Planalto Mirandês (APLPM), João Henriques, disse que “começa a ser preocupante” a falta de água e de pasto nas explorações agrícolas.

"Em quase todos os locais de pastoreio não há água nem alimento e a produção vai ficar reduzido em cerca de um terço", frisou o também produtor leiteiro.

Outras das preocupações referidas passa pelo atraso nas sementeiras de cereais e forragens devido à falta de água.

"Se não chover bastante a partir da segunda quinzena de outubro, o próximo ano agrícola está comprometido no que respeita à produção de forragens e cereais", indicou o dirigente.

A produção de leite e cereal ainda é uma das principais fontes de riqueza do território do Nordeste Transmontano.

Segundo João Henriques, já poucas ribeiras correm no território do Planalto Mirandês, e os poços estão muito aquém das suas capacidades, já que os lençóis freáticos começam a secar.

"Há ribeiros que nunca tinham secado, mas que hoje não correm. As nascentes de água estão muito longe dos seus tempos áureos", frisou João Henriques.

Para fazer face às dificuldades há já agricultores quem começam a comprar palha para armazenar para o inverno.

A APLPM abrange os concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso.



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