O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes afirmou, hoje, que a abertura do concurso público, pelo Governo, para assegurar a distribuição de jornais vai assegurar a continuidade do serviço nos territórios do interior.

“A indicação que eu recebi sempre da tutela era que realmente isso [ficar sem distribuição] não iria acontecer e continuo a acreditar que não vai acontecer”, vincou Pedro Lima, em declarações à Lusa, acrescentando que esta medida do Governo é “a confirmação de que a tutela não iria deixar cair" a distribuição naquela sub-região.

Em dezembro do ano passado, a administração da Vasp informou que estava a avaliar a necessidade de fazer ajustamentos na distribuição diária de jornais nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança, visto que "atravessa, neste momento, uma situação financeira particularmente exigente, resultante da continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais”.

“Os hábitos de leitura aqui na nossa sub-região são um pouco diferentes dos hábitos que, se calhar, já estão mais generalizados a nível nacional, a utilização das redes sociais, dos conteúdos digitais. Aqui ainda temos um pouco aquele apego ao papel, ao jornal físico, talvez pelo envelhecimento da população (…) portanto, estou em crer que vamos continuar a ter uma tutela com esta sensibilidade como esta revelou ter”, afirmou o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes.

Fonte do Governo adiantou, à Lusa, que o Governo vai lançar na terça-feira um concurso público internacional de três milhões de euros para assegurar a distribuição diária de jornais em papel nos territórios de baixa densidade nos próximos três anos.

Este concurso público já vem a ser anunciado, pelo Governo, desde 2024, quando a Vasp também anunciou que iria deixar de fazer a distribuição em vários concelhos do país, nomeadamente em Vimioso, um dos municípios que faz parte da CIM-TTM.

De acordo com o Governo, a preparação do concurso foi “especialmente complexa” devido à existência de um único incumbente no mercado e a “problemas sérios” na informação partilhada por esse operador, situação que este “veio a reconhecer”.



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