A Assembleia da República aprovou hoje uma deliberação do Chega que recomenda ao Governo a recuperação do Castelo de Santo Estêvão, em Chaves (distrito de Vila Real), com a abstenção do CDS-PP, PSD, PS, IL, Livre e PCP.

O texto do projeto de resolução, que recomenda ao Governo "a urgente recuperação, reabilitação e valorização do castelo de Santo Estêvão, em Chaves", refere que "o castelo encontra-se atualmente encerrado ao público e num estado de degradação acentuado, fruto do abandono prolongado e da ausência de intervenções de conservação".

O documento, elaborado pelos deputados do Chega, recomenda ao Governo que "proceda, com caráter de urgência, ao levantamento técnico do estado de conservação do Castelo de Santo Estêvão, no concelho de Chaves, identificando com rigor os danos estruturais existentes e os riscos de colapso iminente".

Pede que o executivo "elabore e implemente, no prazo máximo de seis meses, um plano de intervenção e reabilitação integral do Castelo de Santo Estêvão, incluindo obras de consolidação estrutural, correção das infiltrações e recuperação das coberturas e pisos".

Recomenda também que o Governo "garanta, no âmbito desse plano de intervenção, a abertura progressiva do monumento ao público, assegurando condições de segurança e fruição cultural, nomeadamente através da criação de um circuito de visitas e da valorização museológica e histórica do espaço".

Solicita igualmente que "promova, em articulação com o município de Chaves e com a Junta de Freguesia de Santo Estêvão, a inclusão do Castelo de Santo Estêvão em roteiros turísticos e culturais da região do Alto Tâmega, fomentando o seu aproveitamento como ativo patrimonial, cultural e económico".

Por fim, pede ainda que "estabeleça, com caráter duradouro, um plano de gestão e manutenção preventiva do Castelo de Santo Estêvão, a ser atualizado periodicamente, prevenindo a repetição de situações de abandono ou degradação".

O Castelo de Santo Estêvão foi construído entre os séculos XIII e XIV e é Monumento Nacional desde 1939.

Em junho, o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, exigiu uma intervenção urgente por parte das entidades competentes na salvaguarda do castelo, após alertas de perigo eminente do monumento poder ruir.

Foto: Antonio Pereira



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